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Tanto a infertilidade quanto o estresse são comuns na população e acabam interagindo, mas não da maneira que muita gente acredita. Tudo isso faz com que o tema esteja rodeado de mitos e gere dúvidas nos casais.

Quer descobrir, afinal, qual a relação entre o estresse e a infertilidade? Dá para melhorar a fertilidade só com medidas de relaxamento? Desvende os mitos a seguir e confira a resposta a essas dúvidas.

1. O estresse é uma das causas da infertilidade

Mito. Embora o estresse da vida moderna e a correria do dia a dia leve a culpa por muitas doenças, a infertilidade não pode ser considerada uma delas. Estudos científicos realizados para desvendar a relação entre o estresse e a infertilidade não encontraram diferenças na chance de sucesso de gravidez em mulheres mais calmas e tranquilas quando comparadas às mais estressadas.

A verdade é que mesmo em situações de estresse emocional intenso, como guerras, as mulheres engravidaram normalmente ao longo da história.

2. Basta a mulher relaxar para ela engravidar

Mito. A infertilidade é considerada uma condição médica como qualquer outra, demandando um tratamento específico. Medidas de relaxamento, como meditação, exercícios físicos, massagens e períodos de férias melhoram a qualidade de vida em geral do casal, mas não têm impacto direto sobre a fertilidade.

3. Casais inférteis engravidam após a adoção de uma criança

Mito. Apesar dos inúmeros relatos que surgem dos amigos, a ciência não conseguiu comprovar esse fato com estudos. Até agora, a taxa de gravidez espontânea após a adoção de uma criança se manteve dentro do esperado para casais inférteis sem tratamento com ou sem uma criança adotada.

Além disso, a maioria dos casos de gravidez em casais antes inférteis ocorrem em casais jovens com problemas de fertilidade considerados leves, o que por si só já justificaria a ocorrência da gravidez espontânea.

4. É comum que a mulher engravide após desistir dos tratamentos de fertilidade

Mito. Embora ainda existam muitos mistérios relacionados à fertilidade humana, as gestações que ocorrem após o fim dos tratamentos de fertilidade muitas vezes estão relacionados aos próprios tratamentos.

À medida que o casal adota uma dieta mais saudável, perde peso, abandona o cigarro, começa a praticar exercícios físicos e trata doenças de base como o hipotireoidismo, a varicocele e a endometriose, a gravidez pode ocorrer espontaneamente, embora nem sempre com a rapidez esperada.

A estimativa, no entanto, é que isso não seja tão comum e ocorra em menos de 20% dos casos.

5. O estresse tem zero influência sobre a fertilidade

Mito. Apesar de não podermos considerar o estresse como uma das causas da infertilidade e nem ser possível tratar essa condição com medidas de relaxamento, o estresse pode indiretamente influenciar a fertilidade.

Nesses casos, o estresse provoca alterações na alimentação e no peso do indivíduo e acaba influenciando a produção dos hormônios sexuais. Na mulher, por exemplo, o excesso de peso está associado à síndrome dos ovários policísticos, que inibe a ovulação, enquanto no homem, a obesidade pode gerar problemas com a ereção e produção de testosterona e espermatozoides.

Em ambos os sexos, quando há baixo peso e desnutrição, a produção de hormônios sexuais pode ser prejudicada pela baixa disponibilidade de gordura e acabar comprometendo a produção dos gametas e a chance de gravidez.

Entendeu tudo sobre a relação entre estresse e infertilidade? Confira agora 12 mitos e verdades sobre a fertilidade feminina!