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Estresse causado pela ansiedade – este é o principal diagnóstico e, ao mesmo tempo, o maior desafio a ser vencido pela mulher que está fazendo o tratamento de reprodução assistida e ainda não obteve o resultado positivo, não conseguiu engravidar.

A pressão da sociedade e da própria família pelo resultado muitas vezes é enorme, e o fato de não conseguir engravidar pode fazer a pessoa se sentir fracassada.

A primeira atitude da mulher que está em tratamento, e ainda não conseguiu engravidar, é não se culpar por isso. É importante espantar os pensamentos negativos e se concentrar no futuro, nas coisas boas que irão acontecer quando o problema for finalmente superado.

Ler sobre as questões que envolvem a fertilidade e fazer perguntas ao médico são formas de permanecer realista frente à situação. Na área de reprodução humana, as técnicas mudam rapidamente e corre-se o risco de não saber tomar decisões por não entender sobre o que o médico está falando.

  • Manter o equilíbrio

O equilíbrio é o ponto chave para não se estressar. Claro que é preciso um boa dose de otimismo quando se submete a um tratamento de fertilidade, mas é preciso cautela e pé no chão. É preciso ouvir do médico quais são as taxas de sucesso para cada tipo de tratamento e ter sempre em mente: pode ser que não dê certo. A transparência em todo o processo é fundamental e o médico sabe disso. Quando se estima uma taxa de gravidez, leva-se em consideração diversos fatores como idade da mulher, reserva de óvulos, qualidade seminal, associação de outras doenças como endometriose e adenomiose, entre outros.

Trocar impressões com outras pessoas que estejam passando pela mesma situação, seja em fóruns de discussão, nas redes sociais ou grupo presenciais, compartilhando emoções e dificuldades do tratamento, também é uma maneira da mulher aliviar a tensão.

  • Ajuda profissional

Tanto a mulher como seu parceiro devem buscar apoio de profissionais da área de psicologia, que os ajudarão a fazer uma análise mais profunda dos sentimentos e atitudes. O psicólogo irá observar a pessoa em sua totalidade clínica, emocional, física e social e, assim, prover suporte adequado, que certamente contribuirá muito para o sucesso do tratamento.

O parceiro também precisa ajudar a mulher. É uma situação difícil para ambos e não podem cair na armadilha de se culparem mutuamente pelo problema. Eles precisam formar um time, ser uma equipe que trabalha unida.

Juntos, o casal necessita encontrar maneiras realistas de dividir o estresse e a frustração e não podem deixar que suas vidas girem apenas na busca pelo resultado positivo do tratamento. Os dois devem praticar outras atividades e hobbies que lhe tragam prazer.

  • Qual é o limite

Só o casal pode concluir até onde seguir no tratamento – se com os resultados negativos é chegada a hora de parar de tentar, ou se irão continuar, não importando quanto tempo demore ou quanto custe.

Apesar de ser uma decisão que precisa ser tomada pelo casal, muitas vezes, em conjunto com o médico, estabelecer um plano pré-traçado dará mais segurança emocional.

Nesse aspecto de até aonde ir, pode pesar a questão financeira. Tratamentos de fertilidade custam caro e é um investimento, que podemos chamar, de risco: o casal pode acabar gastando todas as suas economias sem conseguir o resultado desejado, ou gastar uma pequena parte e já receber a boa notícia. A orientação do médico em relação às taxas de sucesso deve ser considerada para a decisão do casal.

O importante é que a mulher – e o casal – tenha em mente que qualquer forma de minimizar a sobrecarga emocional vai facilitar transpor o tratamento mais tranquilamente, o que pode representar maior chance de sucesso.