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Dúvidas, curiosidades e questionamentos. Nada disso falta na vida de quem tem recebe o diagnóstico sobre infertilidade.

São tantas as possibilidades e tantas os sentimentos para quem precisa passar por tratamentos para engravidar, e tudo isso junto pode gerar ansiedade e angústia, sendo importante ouvir um especialista.

Muitos casais vivem a dolorosa realidade de que “o médico sabe tudo, você não sabe nada”, e acabam por se conformar com ela diante da dificuldade de encontrar as perguntas certas. É o medo do desconhecido.

Mais do que isso, perguntas certas podem ser feitas nos momentos errados, o que pode gerar mais ansiedade na mulher ao ouvir que aquela etapa ainda não chegou, ou que determinado obstáculo será avaliado mais à frente.

“Várias dúvidas são comuns a muitas mulheres”, explica a Dra. Fernanda Imperial, ginecologista da VidaBemVinda. Dessa forma, algumas questões podem ser padronizadas para determinados períodos da investigação e tratamento.

Antes de iniciar o tratamento, você pode conversar com o ginecologista sobre alguns pontos:

  • Entenda o quanto a sua idade pode ou não afetar a concepção;
  • Informe-se se se existem laboratórios de qualidade comprovada principalmente para os exames mais específicos como espermograma e histerossalpingografia;

Ao se decidir pelo tratamento, você pode direcionar outros tipos de perguntas ao especialista e sua equipe:

  • Identifique quais são os fatores de infertilidade e o tratamento mais indicado no seu caso;
  • Entenda as taxas de sucesso do tratamento;
  • Caso ele não funcione na primeira vez, pergunte se poderá ser repetido e quais as consequências disso;
  • Se ocorrer falhas do tratamento, busque saber qual seria outra opção terapêutica;
  • Pergunte como você e seu parceiro devem aprender para o caso de precisarem administrar determinados tipos de medicamentos;
  • No caso de obter o resultado positivo, identifique quais os próximos passos e consultas a serem agendadas.

Estes são alguns breves exemplos de questionamentos que podem ser feitos, dos quais as respostas podem trazer luz e tranquilidade ao casal.

Uma boa forma de se organizar para a próxima consulta é anotar suas dúvidas e as de seu parceiro e organizá-las em etapas:

  • Perguntas para o ginecologista ou obstetra, na fase inicial do processo, quando se percebe a dificuldade em engravidar;
  • Perguntas para a primeira visita a um especialista da área de reprodução, que envolvem as razões de não engravidar e como será feita a investigação;
  • Questões para o departamento financeiro, já que é importante conhecer os custos envolvidos e o se você consegue obter algum reembolso de um seguro ou de um plano de saúde, por exemplo;
  • Identificação do tratamento adequado: qual o especialista indica, por que, custos, riscos, duração e chances de sucesso;
  • Testes adicionais e medicações para aumentar a chance de sucesso;
  • Sobre uma terceira parte envolvida, é importante perguntar se a clínica tem como facilitar o acesso a doadores de embriões, óvulos e espermatozoides;
  • Durante o tratamento, saiba como você deve proceder, quando deve voltar para ser analisada e onde pode encontrar a equipe em caso de urgência;
  • Depois do tratamento: entenda se terá que tomar medicamentos, em até quanto tempo consegue saber se está grávida e quais os próximos passos.

A organização antes das consultas ajudará a identificar dúvidas que provavelmente seriam esquecidas quando você estiver em frente ao médico.

Anote, pesquise e escreva o que você quer saber, e evite aquele momento “esqueci-de-perguntar-isso”, que geralmente surge cinco minutos depois de você deixar um consultório ou uma clínica.