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infertilidade-femininaTornou-se um fenômeno mundial adiar a maternidade para além dos 30, 40 anos, quando, justamente, é nesse período que a fertilidade na mulher diminui vertiginosamente e uma gravidez pode apresentar mais risco de aborto espontâneo, maior probabilidade de anormalidades cromossômicas e defeitos congênitos no bebê.

Muitas mulheres, antes de terem filhos, e com direito, querem conquistar sucesso profissional, estabilidade financeira e um relacionamento afetivo equilibrado.

Assim, congelar os óvulos é visto por muitas delas como uma maneira de pausar o relógio biológico, estender seus anos férteis, aumentar as opções reprodutivas e preservar os óvulos mais jovens e mais saudáveis.

A opção é extremamente atraente: quando ela estiver pronta para engravidar, ela poderá contar com o potencial de seus óvulos de quando era mais jovem.

Outras mulheres, no entanto, optam por congelar seus óvulos por outros razões.

O tratamento do câncer, por exemplo, pode ser tóxico para os ovários e causar insuficiência ovariana prematura e menopausa precoce. As drogas da quimioterapia e radiação para pelve podem destruir os folículos e óvulos humanos.

Desta forma, congelar os óvulos antes de iniciar o tratamento é uma maneira de preservar a fertilidade para quando se estiver curada e pronta para engravidar.

Opção atraente

Com os avanços da tecnologia, o congelamento de óvulos tornou-se mais fácil e, por isso, tão atraente para muitas mulheres. Atualmente, o tratamento é rápido – leva aproximadamente duas semanas. O que pode exigir mais paciência é a necessidade de as pacientes tomarem injeções diárias de hormônios, por cerca de 10 dias, antes de os óvulos serem coletados.

Nos Estados Unidos, médicos têm relatado que o interesse pelo procedimento aumentou desde que Apple e Facebook anunciaram que cobrem em, nos planos de saúde das funcionárias, o congelamento de óvulos. A partir daí, as mulheres mais jovens começaram a perguntar como poderiam preservar sua fertilidade.

Dados da Sociedade para Tecnologia de Reprodução Assistida (SART) apontam que, em 2009, apenas cerca de 500 mulheres americanas congelaram seus óvulos. Já, em 2013, foram quase 5 mil, e a estimativa é de que esses números evoluam progressivamente. Espera-se que 76 mil mulheres venham a congelar seus óvulos em 2018, nos Estados Unidos.

Porém, o procedimento de congelamento ainda é caro. Nos Estados Unidos, o processo pode custar entre US$ 10 mil e US$ 15 mil. No Brasil, este custo varia de R$ 9.000,00 a R$ 15.000,00, dependendo da quantidade de medicamentos e óvulos congelados. O laboratório de reprodução humana cobra uma anuidade, que gira em torno de R$ 1.200 a R$ 2.000,00.

Indicações

As principais indicações para que uma mulher se submeta ao procedimento do congelamento de óvulos, são:

  • Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos – como vimos anteriormente, as pacientes que desejam a maternidade, mas serão submetidas a tratamentos agressivos para esta doença, podem, antes do tratamento, optar por congelar seus óvulos;
  • Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce – essas mulheres podem congelar seus óvulos preventivamente e, assim, no momento em que desejarem ter filhos, caso seu ovário não esteja funcionando adequadamente, poderão dispor do material;
  • Mulheres solteiras, com cerca de 30-38 anos, preocupadas com a diminuição progressiva de sua fertilidade – o congelamento de óvulos pode diminuir essa preocupação, pois essas mulheres podem demorar alguns anos para encontrarem o parceiro que consideram o ideal.

Se isso demorar muito, quando ela já estiver próxima à menopausa, os óvulos congelados no passado poderão ser fertilizados e darão uma chance maior de gestação e menor índice de aborto e malformação, se comparados a um tratamento feito em idade mais avançada.

Para descobrir se o congelamento de óvulos é adequado para você, conheça as opções e atente-se para as altas taxas de sucesso. Converse com um especialista e verifique todas as possibilidades!