Congelamento de Óvulos

A inclusão cada vez mais precoce e duradoura das mulheres no mercado de trabalho leva a pensarem em filhos e construírem uma família muitas vezes após os 35 anos. A cronologia “casar e logo já tentar engravidar” não é tão freqüente quanto antes. E são vários motivos: dedicação total ao trabalho, especialização na profissão, falta de parceiro no momento mais adequado. Isso tudo faz com que as mulheres atuais posterguem a maternidade.

Além disso, mulheres com câncer que necessitam de tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou mesmo cirurgias que devem comprometer a reserva ovariana (quantidade e qualidade dos óvulos) podem preservar seus óvulos antes do tratamento radical. Isso tem cada vez mais sentido devido às maiores taxas de cura dos tratamentos oncológicos, permitindo maior sobrevida das mulheres, que um dia poderão ter a oportunidade de serem mães.

Independente do motivo, a preservação da fertilidade feminina atualmente é feita através da vitrificação de óvulos maduros, também conhecido como congelamento ultrarrápido.

Como funciona?

São 5 etapas:

1. Estimulação ovariana: feita com medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos folículos ovarianos (que contêm óvulos).

2. Captação de óvulos: quando os folículos atingem o tamanho ideal, aplica-se a última medicação para maturar os óvulos e programar a coleta, feita por punção dos ovários guiada por ultrassom transvaginal. O procedimento é feito sob sedação (anestesia), no laboratório de Reprodução Humana.

3. Avaliação da qualidade dos óvulos captados.

4. Congelamento: os óvulos maduros são congelados em poucos minutos até -196 oC. Esta técnica permite taxas de sobrevivência de 85 a 95%.

5. Manutenção dos óvulos em nitrogênio líquido por tempo indeterminado.

Quando (ou se) a mulher decidir usar seus óvulos, estes são descongelados e fertilizados com espermatozoides. Portanto, o tratamento deve ser sempre a Fertilização in vitro. Os embriões formados são transferidos para o útero e o teste de gravidez é feito em aproximadamente 11 dias.

Existe um limite de idade para congelar meus óvulos?

Não há limite nem idade ideal, mas quanto antes, melhor. Os estudos mostram que se o congelamento é feito até 38 anos, os resultados são melhores. Se a você tem mais que 30 anos e não pensa em ter filhos nos próximos anos, converse com seu médico se vale a pena avaliar sua reserva ovariana.

Qual é o número ideal de óvulos para congelar?

Não há um número ideal. Cada mulher deve ser rigorosamente avaliada, principalmente em relação à reserva ovariana, para planejar quantos folículos e óvulos podem ser desenvolvidos durante a estimulação ovariana, permitindo o congelamento de um número adequado para cada paciente. Evidentemente, quanto mais óvulos congelados, maiores são as chances de gravidez no futuro.

Se eu não utilizar todos meus óvulos congelados, o que posso fazer?

Existem 2 opções:

– Descartar: já que é uma célula, assim como um espermatozoide pode ser desprezado

– Doar: para mulheres ou casais que não conseguem engravidar com óvulos próprios. A doação só pode ser feita por mulheres de até 35 anos de idade, à época que congelou.

Apesar de o congelamento de óvulos não ser garantia de gravidez no futuro – como todos os tratamentos em Medicina Reprodutiva, pode ser uma estratégia inteligente para um número cada vez maior de mulheres que queiram engravidar após sucesso e consolidação profissional, além daquelas que tem diagnóstico recente de câncer (linfoma, leucemia, câncer de ovário, de mama etc) e serão submetidas a tratamento específico.

Custos VidaBemVinda

Preservação da Fertilidade Feminina