Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
Adiar a gestação tem sido cada vez mais comum em nossa sociedade, as mulheres esperam a estabilidade financeira e emocional para ter filhos. Entretanto, o impacto da idade sob a fertilidade feminina é mais perceptível a partir dos 35 anos, tornando mais difícil a realização do sonho de gerar uma vida.
Para você que tem entre 30 a 35 anos, deixamos aqui cinco dicas para preservar a saúde, e com isso, resguardar a fertilidade para uma gestação futura. Confira!
Para preservar a fertilidade, esteja atenta aos três pilares de uma vida saudável: alimentação, atividade física e qualidade de sono.
Uma alimentação balanceada é fundamental para a saúde e controle de peso. Evite dietas ricas em gorduras trans, excesso de carboidratos e em alimentos processados, pois interferem na qualidade dos óvulos.
A preocupação com o peso, não se deve aos padrões de beleza, mas por riscos cardíacos, e também, a fertilidade, tanto a obesidade, quanto o baixo peso, podem influenciar de forma negativa a reprodução humana.
A obesidade, por exemplo, está relacionada a distúrbios ovulatórios, qualidade dos óvulos, e podem resultar em menores chances de gravidez. Por outro lado, dietas muito restritivas e distúrbios alimentares, como a anorexia, também geram alterações hormonais que podem cessar os ciclos ovulatórios.
Assim como a alimentação, ao praticar atividade física também deve-se evitar os extremos. Tanto o sedentarismo, quanto o excesso de exercícios pode prejudicar a função hormonal e a qualidade ocitária.
Atividades físicas extenuantes podem aumentar o estresse oxidativo no organismo, que pode piorar a qualidade dos gametas, tanto óvulos quanto espermatozóides. Podem causar amenorréia (ausência de menstruação) e, nos homens, alterações nos parâmetros espermáticos, e aumento da fragmentação de DNA.
Outro fator importante é a qualidade do sono, regulada pela melatonina — um potente agente antioxidante importante para preservar a fertilidade, pois interfere na qualidade dos óvulos. Em alguns casos, pode ser necessário fazer a suplementação de melatonina no líquido folicular.
Esses três pilares são fundamentais para preservar a fertilidade. Quando você tem maus hábitos pode haver uma queda mais acentuada da reserva ovariana, além do já observado em relação à idade. Também piora casos que a paciente já tem alguma doença de base, como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), endometriose e baixa reserva ovariana.
O estresse excessivo pode ocasionar alterações no eixo hormonal relacionadas às alterações no ciclo menstrual, como atrasos e até a ausência dos ciclos menstruais (amenorréia).
Para controlá-lo, você pode praticar meditação, que além de reduzir o estresse físico e mental, também contribui para controlar a ansiedade e melhorar a qualidade do sono. Atualmente, há diversos aplicativos que ajudam na prática, como o Medite-se, Insight Timer e Synctuition.
Vale ainda associar a meditação a um processo de auto-conhecimento e definição de seus próprios limites, entrar em contato com a natureza, ler mais, ouvir músicas que tranquilizam, conversar sobre situações estressantes com pessoas de confiança e se reunir com familiares e amigos. Nesse momento de isolamento social, chamadas de voz e vídeo são excelentes alternativas para encurtar a distância.
Na busca pela preservação da fertilidade, você deve se prevenir contra infecções sexualmente transmissíveis (IST). Essas infecções, como a clamídia, gonorréia e sífilis podem gerar problemas tubários e infecção no epidídimo, que pode causar alterações espermáticas.
As ISTs mais graves, como o HIV, nas mulheres podem resultar em risco maior de baixa reserva ovariana. É interessante avaliar a reserva ovariana deste grupo de mulheres.
Por isso, sempre use preservativos em relações ocasionais, não monogâmicas e mantenha seus exames em dia. Caso você, ou seu parceiro, apresente qualquer sintoma, procure um médico imediatamente.
Consulte o ginecologista uma vez por ano para avaliar a saúde pélvica, verificar se existe alguma infecção, conseguir realizar diagnósticos precoces e tratamentos. Para mulheres acima de 30 anos também é importante a avaliar a reserva ovariana anualmente.
Além disso, mulheres com problemas já conhecidos, como endometriose, distúrbios menstruais ou casos de menopausa precoce na família, é recomendado a realização de avaliação de fertilidade frequente.
Se você já tem 35 anos, ou mais, e a gestação não faz parte de seus planos atuais, consulte seu ginecologista, faça uma avaliação de sua reserva ovariana.
Saiba que uma boa alternativa para preservar a fertilidade é o congelamento de óvulos. Esse tratamento permite preservar a qualidade dos óvulos, em condições semelhantes à idade da coleta, reduzindo riscos de aborto, de alterações genéticas que aumentam com a idade, e até as chances de gravidez que você teria em uma Fertilização in Vitro se realizada com a idade em que você realizou o congelamento.
Indicamos a preservação para:
Gostou das dicas? Para saber mais sobre o congelamento de óvulos para preservar a fertilidade feminina, acesse o site da VidaBemVinda!

Formada pela Faculdade de Medicina da UNICAMP, realizou Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Centro de Atenção Integral à Mulher (CAISM) da UNICAMP. Possui título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela TEGO, concedido pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Atualmente, é pós-graduanda pela Faculdade de Medicina da UNICAMP e médica na Clínica VidaBemVinda.
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