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Desde a criação de métodos contraceptivos, a mulher adquiriu o poder de escolha quanto ao melhor momento para a maternidade. Com a multiplicidade dos papéis da mulher contemporânea na sociedade — como o poder feminino no mercado de trabalho —, o desejo de ser mãe pode ser postergado.

Neste cenário, o congelamento de óvulos surge como uma forma de preservar a fertilidade, não apenas para mulheres que desejam uma maternidade tardia, como também em casos onde a mulher tem necessidade de ser submetida a procedimentos que podem interferir nas chances de uma futura gravidez para que tratamentos de algumas doenças não interfiram nas chances de engravidar.

Continue a leitura do artigo para conhecer mais sobre a técnica!

Afinal, o que é o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos, conhecido como criopreservação, é uma técnica de preservação da fertilidade feminina. O procedimento consiste na coleta de gametas femininos (óvulos) a partir dos ovários que, em seguida, passaram pela vitrificação (forma de congelamento ultrarrápido).

Os óvulos podem ficar congelados por tempo indeterminado, para uso no futuro, sem que haja perda da qualidade. Quando desejar, a mulher realizará a Fertilização In Vitro para iniciar a gestação.

Este tratamento é indicado em dois casos:

Postergar a gravidez

Como as mulheres perdem reserva ovariana de forma mais rápida e quantitativa a partir dos 35 anos, as chances mensais de conseguir engravidar caem acentuadamente. Enquanto mulheres de até os 35 anos têm cerca de 20% de chances de engravidar a cada mês, a taxa de fertilidade natural cai para 1% aos 45 anos.

Porém, com a possibilidade de congelar os óvulos, as mulheres podem postergar a gravidez para quando preferirem. Isso é possível, pois os óvulos mantêm a idade biológica da paciente no momento do congelamento.

Prevenir a infertilidade causada por problemas de saúde

Mulheres que querem garantir a fertilidade devido a algum problema de saúde, como câncer. Embora a doença não tenha prejuízo à fertilidade, tratamentos como quimioterapia e radioterapia podem danificar os óvulos e afetar a capacidade de ter filhos. Entretanto, o congelamento de óvulos proporciona a chance de uma gravidez futura.

Como funciona o procedimento?

O procedimento de congelamento de óvulos se inicia com o pré-tratamento, quando a mulher deve comparecer em consultas e realizar o exame de ultrassom para verificar a reserva ovariana. Atualmente, o primeiro contato com a clínica pode ser realizado por meio da telemedicina.

Vale destacar que, quanto mais baixa for a reserva ovariana ou em casos de problemas de saúde já conhecidos, como histórico familiar de menopausa prematura, o congelamento dos óvulos deve ser realizado o quanto antes.

Em seguida, inicia-se a criopreservação dos óvulos. O primeiro passo é a coleta, feita por punção. Nesta fase, a paciente estará sedada. Depois, no laboratório, os óvulos maduros são selecionados para serem congelados.

O passo seguinte é imergir os óvulos em uma solução que visa protegê-los das baixas temperaturas. Após isso, são depositados em uma palheta plástica identificada, que é imersa em nitrogênio líquido capaz de congelar em segundos. Por fim, a palheta é lacrada e armazenada, onde poderá permanecer por tempo indeterminado.

Agora que já sabe como funciona o congelamento de óvulos, aproveite para conhecer os tratamentos de fertilidade da VidaBemVinda.