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Para muitos casais que enfrentam dificuldades para engravidar, a reprodução assistida é a solução para realizar o sonho de ter um filho. Porém, os métodos geram algumas dúvidas. Qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro? Em quais casos são indicados? Como é feito cada tratamento?

Para tirar todas as suas dúvidas e esclarecer melhor cada procedimento, nós preparamos este artigo. Acompanhe!

Como é feita a inseminação artificial

A inseminação artificial é um tratamento de reprodução assistida de baixa complexidade. Nesse procedimento, os espermatozóides são depositados dentro do útero (por isso também recebe o nome de inseminação intrauterina), para ficarem o mais próximos dos óvulos, durante o período fértil da mulher. A fertilização do óvulo será natural, dentro da trompa da mulher.

Antes de realizar a inseminação propriamente dita , é feita uma indução de ovulação por meio de medicamentos por via oral e/ou injetáveis, pois ter mais de um óvulo ao mesmo tempo aumenta as chances de gravidez. Esta etapa dura de cerca de 12 dias.

É muito importante fazer o controle da ovulação por ultrassonografias e eventualmente dosagens de hormônios no sangue, pois não deve-se realizar a inseminação se mais de três óvulos se desenvolvem ao mesmo tempo.

No dia da inseminação, o homem precisa chegar à clínica certa de duas horas antes do procedimento para realizar a coleta de amostra de sémen. Essa amostra será processada e os melhores espermatozoides serão selecionados e capacitados para aumentar as chances de gravidez.

Após a inseminação, aguarda-se duas semanas para realizar o teste de gravidez. Caso o resultado não seja positivo, todo o processo pode ser repetido novamente no mês seguinte. Recomendamos realizar até três ciclos de inseminação e, em caso de insucesso, aconselhamos tentar a fertilização in vitro.

Como é feita a Fertilização in Vitro

Quando perguntam qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro é que nesta última, o espermatozoide é colocado em contato direto com o óvulo e a fecundação ocorre no laboratório.

Para você compreender melhor o tratamento, separamos em três etapas:

Primeira etapa:

À semelhança da inseminação realiza-se a indução da ovulação com medicamentos por via oral e/ou injetáveis e controla-se a resposta da paciente por ultrassonografias seriadas (cerca de 3 ou 4 no total) e dosagens hormonais no sangue.

A diferença nesta etapa é que na fertilização in vitro não há um limite máximo de óvulos a partir do qual o tratamento precise ser cancelado. Pelo contrário, os estudos mostram que quanto mais óvulos, maiores as chances de gravidez acumuladas pelo casal. Essa etapa dura cerca de 12 dias.

Segunda etapa:

A segunda etapa ocorre no período fértil, quando é realizado a coleta dos óvulos por via transvaginal sob anestesia. Um procedimento que leva cerca de 20 minutos e não necessita de internação hospitalar. A mulher terá alta cerca de uma hora depois de realizada a coleta.

Nesse mesmo dia, é realizada a fertilização in vitro propriamente dita. O procedimento consiste na colocação dos espermatozoides próximos do óvulo (fertilização in vitro clássica) ou diretamente dentro do óvulo (ICSI), com intuito de formar embriões. O profissional que realiza esse procedimento é o embriologista.

Após fertilizados, os óvulos ficam em cultivo no laboratório por um período de três a sete dias. Neste período, os embriões são classificados de acordo com a sua morfologia (aspecto do embrião ao ser analisado no microscópio) e carga genética (nos casos em que se opta por fazer o teste genético pré-implantacional).

Terceira etapa:

Por fim, a terceira etapa consiste na transferência dos embriões, que pode ser feita a fresco (no mesmo ciclo em que os óvulos foram colhidos) ou descongelados (em ciclos posteriores).

Essa transferência de embriões consiste em um exame ginecológico convencional durante o qual se passa um cateter pelo colo do útero, que permitirá a colocação do embrião dentro da cavidade uterina, local onde a gravidez acontecerá.

No tratamento de fertilização in vitro, a única etapa que ocorre naturalmente é a implantação do embrião, que acontece dois a três dias após a transferência. Nove dias depois da transferência, já é possível fazer o teste de gravidez.

Afinal, qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

A inseminação artificial depende que as trompas não tenham obstrução e que o homem tenha, pelo menos, cinco milhões de espermatozoides móveis. Por isso, as indicações principais são alterações seminais leves e infertilidade sem causa aparente. Também é uma alternativas para casais homoafetivos femininos e gestação independente.

Já a fertilização in vitro é uma alternativa não só para essas situações, como também para os casos de:

  • alteração seminal grave;
  • obstrução das trompas;
  • laqueadura;
  • vasectomia;
  • endometriose grave;
  • menopausa precoce (por meio de óvulos doados);
  • pacientes sem útero e casais homoafetivos masculinos (por meio do útero de substituição);
  • casais homoafetivos femininos (permitindo o uso dos óvulos de uma das mulheres e do útero da outra).

A fertilização tem cerca de três vezes mais chances de sucesso que a inseminação. Por isso é o tratamento da medicina reprodutiva escolhido pela maior parte dos pacientes. Além disso, comparada à inseminação, a fertilização in vitro funciona melhor para mulheres com mais de 35 anos e casais com tempo de infertilidade superior a três anos.

Outra diferença entre a fertilização in vitro e a inseminação artificial é que a primeira permite deixar embriões congelados, o que possibilita novas tentativas de gestação no futuro, sem precisar repetir todo o tratamento novamente.

Quer entender mais sobre essas diferentes entre os procedimentos? Dá play no vídeo:

Gostou de descobrir qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro? Se quiser saber mais sobre os tratamentos ou tiver mais alguma dúvida, fique à vontade para entrar em contato com a VidaBemVinda.