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Já era sabida a forte relação entre a cafeína e a redução da fertilidade. Havia estudos mostrando que o consumo de cafeína (mais do que 300 mg/dia) prolongava o tempo para a concepção e reduzia a taxa de fecundidade.

A novidade é o estudo do NIH (National Institute of Health) e da Universidade de Ohio publicado recentemente, em 24 de março de 2016.

O estudo evidenciou que mulheres que consomem mais de 2 bebidas cafeinadas por dia durante a semana que antecede a concepção até as 7 primeiras semanas de gestação têm maior probabilidade de abortar dos que aquelas que não consomem.

Foram acompanhados 501 casais entre 2005 e 2009 com análise de variáveis como tabagismo, consumo de bebidas cafeinadas e de polivitamínicos desde a pré-concepção até a 7ª semana de gestação. Das 344 mulheres que engravidaram, 98 tiveram abortamento espontâneo.

O estudo constatou que mulheres que consumiam mais de 2 bebidas cafeinadas por dia aumentaram em 1,74 o risco relativo para abortamento, ou seja, 74% a mais que aquelas que não consumiam essa quantidade.

E também foram englobados neste estudo os homens, em que se evidenciou que aqueles que consumiam 2 ou mais bebidas cafeinadas por dia aumentaram em 1,73 o risco de abortamento.

Por outro Lado, os pesquisadores constataram que mulheres que fizeram uso de polivitamínicos todos os dias (pré-concepção e durante o inicio da gestação) tiveram uma significativa redução do risco de aborto, chegando a reduzir em até 55% menos risco em uso de polivitamínicos pré-concepção e 79% menos risco em mulheres que seguiram o uso de polivitaminicos até o início da gestação.  

Esses achados promovem uma Informação importante para os casais que estão planejando engravidar e querem minimizar o risco de perda precoce e fica cada vez mais evidente que existe uma forte relação entre fertilidade, estilo de vida e fatores ambientais.