Transferência de embrião congelado

Um dos grandes avanços na Reprodução Assistida foi o congelamento de gametas e embriões. As técnicas evoluíram muito na última década e os resultados melhoraram bastante, possibilitando a muitos casais terem um filho.

Atualmente utilizamos a técnica de vitrificação para congelamento de embriões. Trata-se de um congelamento ultrarrápido, o que reduz a formação de cristais de gelo no interior do embrião e aumenta a chance de sobrevivência e manutenção da qualidade após descongelamento. Hoje, a taxa de sobrevivência no descongelamento de embriões é de aproximadamente de 90%.

Assim, o congelamento de embriões é uma técnica muito segura e eficaz, sendo uma boa estratégia para algumas situações como:

  • Altos níveis de estradiol ao final da estimulação ovariana, com risco de Síndrome de Hiperestimulação Ovariana, que pode se perpetuar se a paciente engravidar no mesmo ciclo;
  • Níveis de progesterona acima de 1,0-1,5 ng/mL no final da estimulação ovariana, que pode representar luteinização precoce, com queda da taxa de implantação do embrião no endométrio, por alteração da janela de implantação;
  • Detecção de alterações endometriais como pólipos e miomas;
  • Necessidade de estudo do endométrio após a FIV, como ERA (endometrial receptivity array) e anátomo patológico;
  • Adiamento da transferência embrionária para realizar injúria endometrial (endometrial scratching), procedimento que pode aumentar a taxa de implantação em alguns casos;
  • Embriões excedentes após transferência a fresco;

Como funciona a Transferência de Embrião Congelado?

São 3 etapas:

  1. Preparo endometrial: realizado habitualmente no começo do ciclo menstrual, com hormônios como estradiol e progesterona. O objetivo é que o endométrio atinja pelo menos 7 a 8 mm de espessura e fique com padrão que chamamos de trilaminar. Assim, iniciamos a progesterona (Utrogestan®, Evocanil®, Crinone®, Duphaston®), hormônio de determina a data da transferência.
  2. Descongelamento do embrião: realizado no dia da transferência, pela manhã. Neste momento sabemos a qualidade do embrião.
  3. Transferência embrionária: a paciente é colocada em posição ginecológica, com a bexiga cheia, para facilitar a passagem do cateter pelo colo do útero. O embrião é carregado pela embriologista dentro do cateter, e depositado delicadamente dentro da cavidade uterina. A paciente fica cerca de 10 min deitada e em repouso relativo por 2 dias. O teste de gravidez (beta HCG quantitativo sérico) é feito em 9 a 11 dias.

A transferência de embriões congelados é uma técnica que visa oferecer à mulher maiores chances de sucesso e ainda preservar a sua saúde e, consequentemente, do bebê. Além disso, o procedimento pode trazer algumas vantagens, como a diminuição nas taxas de aborto, menor chance de sangramento na gestação, menor risco de parto prematuro e bebês com maior peso ao nascimento.

Para obter os melhores resultados na Fertilização In Vitro, o mais indicado é a procura por uma clínica de reprodução humana que tenha um programa de excelência, assim como o de descongelamento embrionário, oferecendo suporte emocional e de infraestrutura para a mulher.

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