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O sonho de muitos casais é formar uma família e ter filhos. Porém, nem sempre é possível fazer isso de forma simples e sem preocupações. Algumas vezes, o homem ou a mulher pode ter dificuldade para gerar uma criança, tendo problemas de fertilidade. Veja a seguir quais são as principais causas da infertilidade masculina, quais os tratamentos possíveis e como procurar ajuda.

Causas da infertilidade masculina

Entre os casais que apresentam dificuldade para engravidar, 30% dos casos tem como principal motivo problemas de fertilidade no homem. Esta pode ser causada por diversos motivos, tais como:

  • vasectomia;
  • DSTs (doenças sexualmente transmissíveis);
  • alteração de motilidade (pouca mobilidade) dos espermatozoides;
  • número de espermatozoides menor que o normal;
  • alteração na produção de espermatozoides;
  • dificuldade na hora da relação sexual;
  • alteração de morfologia (anomalias de formatos) dos espermatozoides produzidos;

Como descobrir o problema

Existe um exame chamado espermograma com morfologia estrita, que consegue avaliar o sêmen sob vários aspectos. A parte macroscópica consegue avaliar características como odor, viscosidade, cor, pH e volume. Já na fase microscópica do exame é possível identificar a motilidade, a forma e a concentração dos espermatozoides. Assim, o médico especialista consegue descobrir se há ou não infertilidade e qual a sua causa. O índice de fragmentação do DNA espermático é um exame que vem ganhando cada vez mais espaço na prática clínica, por estar relacionado com as taxas de sucesso em tratamentos de FIV e risco de aborto. É fundamental realizar o espermograma num bom laboratório, que faça uma análise rápida e detalhada do sêmen, com uma equipe de andrologia especializada. O ideal é que se sigam as orientações e critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2010.

Tratamentos para infertilidade no homem

O tratamento varia conforme a causa da infertilidade e pode ser realizado através de procedimentos clínicos ou cirúrgicos. Existem algumas técnicas de reprodução humana que podem ajudar, como a FIV (fertilização in vitro) e a inseminação intrauterina (inseminação artificial).

Inseminação artificial: ocorre com a inserção de espermatozoides dentro do útero após estimulação dos ovários com medicamentos.

FIV: coloca-se os óvulos maduros em contato com os espermatozoides e, após a fecundação, o embrião é formado e colocado dentro do útero, após 3 a 5 dias de desenvolvimento.

Quanto aos tratamentos cirúrgicos, existem cirurgias para correção de varicocele, reversão da vasectomia e procedimentos como PESA, MESA, TESA e Micro-TESE, que buscam os espermatozoides diretamente na região testicular em casos de azoospermia (ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado).

Momento de procurar um especialista

Infelizmente, na maioria das vezes, quando um casal não consegue ter um filho, é comum que as mulheres sejam o principal alvo de exames. Porém, os dois devem procurar o médico simultaneamente. Será realizada uma anamnese completa de cada um, buscando antecedentes e históricos familiares, e também será realizado o espermograma.

Podemos também solicitar outros exames, como ultrassonografia de bolsa testicular, exames hormonais, fragmentação do DNA dos espermatozoides, entre outros.

Como aumentar a fertilidade

Além de fatores genéticos e hereditários, existem outros externos que podem ser feitos com o objetivo de controlar a fertilidade. Melhorar os hábitos de vida, manter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas regularmente são ótimas armas que auxiliam significativamente o tratamento da infertilidade.

Na alimentação, por exemplo, é possível passar a ingerir uma maior quantidade de uma gordura “boa”, chamada de ômega 3, encontrada principalmente em peixes, castanhas, nozes e frutos do mar. Evite carboidratos simples, como açúcar refinado, farinha branca, pães, bolachas etc.

Outra tática é a ingestão de alguns suplementos nutricionais que ajudem a combater o estresse oxidativo causado pelos radicais livres. Alguns exemplos são as vitaminas C e E, ácido fólico, selênio, zinco e outros.

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