Tempo de Leitura: 3 minutos

vacinas para quem deseja engravidas

O planejamento da gravidez, seja de forma natural ou por meio de um tratamento de fertilização in vitro, é o período ideal para a mulher conversar com seu médico sobre suas imunizações e as vacinas necessárias para ter um sistema imunológico mais forte para o seu filho crescer sem riscos de infecções durante a gestação.

A vacinação adequada é um ato de promoção de saúde não só para você, mas também para seu bebê. A imunização evita doenças graves para os filhos e, por isso, temos uma enorme responsabilidade também nesse sentido.

Vamos ver as vacinas que são altamente recomendadas para mulheres grávidas:

Influenza (gripe)

Por que tomar? Nos meses que antecedem o inverno, a vacina contra a gripe proporciona proteção para a mãe, evitando complicações como pneumonia, sinusite e faringite, que podem comprometer a gestação e o feto.

Quando? Em qualquer fase da gestação ou até 45 dias após o parto.

Como? Dose única.

Coqueluche, tétano, difteria (tríplice bacteriana – dTpa)

Outra vacina que é frequentemente recomendada é a vacina acelular contra difteria, tétano e coqueluche (dTpa).

Por que tomar?

Quando? A recomendação do Ministério da Saúde é para aplicação no terceiro trimestre, entre a 27ª e a 36ª semana de gestação – período que gera maior proteção para a criança, com efetividade estimada em 91%, devido à maior concentração de anticorpos maternos para serem transferidos ao feto através da placenta. Entretanto, a dose também pode ser administrada até, no máximo, 20 dias antes da data provável do parto.

Como? Dose única.

Hepatite B

A vacina contra Hepatite B é outra que deve ser ministrada nas grávidas. A doença é uma infecção que pode ser passada para os bebês durante o parto e resultar em um alto risco de doença hepática quando adultos. A vacina é feita com fragmento viral, sendo uma vacina muito segura e altamente eficaz, sendo que cerca de 95% das pessoas ficam imunizadas após a vacinação completa.

Quando? A partir do segundo trimestre da gestação.

Como? 3 doses (0, 1 e 6 meses). Quem já foi vacinado não precisa tomar reforço.

Vacinas não permitidas durante a gravidez

Existem diversas vacinas que não podem ser administradas em gestantes e também devem ser evitadas por mulheres que estão em tratamento de fertilização in vitro, para se evitar o risco de danos tanto à grávida, quanto ao feto. São elas:

  • Sarampo, caxumba e rubéola: vacina MMR (SRC ou tríplice viral);
  • Varicela;
  • A versão nasal da vacina da gripe, mais comum nos EUA;
  • Herpes zoster;
  • BCG (tuberculose).

Vacinas feitas a partir de vírus vivos, como a MMR, devem ser administradas um mês ou mais antes de a mulher engravidar.

Mulheres que pretendem engravidar devem verificar a imunidade com sorologias (exame de sangue). Se forem suscetíveis, devem ser vacinadas adequadamente e postergar as tentativas de engravidar por um mês.

Se uma mulher contrai rubéola durante a gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre, quando muitas não estão nem cientes de que estão grávidas, o bebê pode desenvolver malformações, incluindo defeitos cardíacos, surdez, catarata e restrição de crescimento.

Diante dessas advertências, a segurança está na informação correta, sempre com o apoio e acompanhamento de seu médico.