Tempo de Leitura: 3 minutos

Com o aumento da procura, o investimento em pesquisas e o avanço tecnológico, cada vez mais opções surgem para as pessoas que buscam a reprodução assistida. Apesar de não ser a única alternativa, a fertilização in vitro (FIV) tem sido bastante procurada e recomendada por especialistas da área.

Na última década, uma técnica associada à FIV tem gerado bons resultados e se tornado a nova opção dos especialistas: a transferência de embriões congelados. O congelamento de embriões não é uma novidade, porém o método que era empregado para o processo de congelamento não gerava bons resultados.

Anteriormente, os embriões passavam por um processo convencional de congelamento lento, o que resultava na formação de gelo intracelular. Este gelo formado danificava os embriões levando a uma baixa taxa de sobrevivência e, mesmo aqueles que sobreviviam ao processo, possuíam reduzidas taxas de implantação, e consequentemente, taxas menores ainda de gravidez.

Entretanto, hoje o método é outro e tem gerado duvidas em quem procura saber um pouco mais sobre a reprodução assistida. No texto de hoje, explicaremos melhor o processo de transferência de embriões congelados e a transferência de embriões frescos para que você saiba como os procedimentos funcionam e qual a melhor opção.

A transferência de embriões frescos

A transferência de embriões frescos se resume à técnica da FIV. Essa é composta por 5 passos que se resumem em:

  • estimulação ovariana;
  • coleta de óvulos;
  • coleta de espermatozoides;
  • fertilização in vitro propriamente dita e desenvolvimento embrionário;
  • transferência embrionária.

Os embriões frescos se referem à transferência como um processo diretamente sequencial às etapas anteriormente descritas. Porém, nas etapas anteriores, a mulher é submetida a elevadas taxas hormonais para estimulação e coleta dos óvulos. Dessa hiper exposição, surgem alguns riscos, cientificamente evidenciados — como a alteração da receptividade endometrial e a formação placentária que resultam numa menor chance de gravidez ou até mesmo em riscos obstétricos como o baixo peso, a insuficiência da placenta, ou prematuridade.

Além dos riscos citados, a elevada dose de hormônios nos ovários pode levar à Síndrome do Hiper-Estímulo Ovariano (SHEO) que representa graves riscos à vida da paciente. Por isso, já possui uma estratégia para ser evitada em qualquer técnica de FIV e independente da transferência de embriões. Entretanto, tal estratégia interfere também na receptividade do endométrio ao embrião fresco.

A transferência de embriões congelados

Diante de tantos riscos que acompanham a transferência de embriões frescos, é compreensível a elevada opção por embriões congelados. Essa nova técnica só tem sido possível graças à vitrificação. Como introduzimos acima, esse é o nome dado ao novo método de congelamento que tem permitido uma nova opção de técnica de reprodução assistida.

O congelamento por meio da vitrificação acontece cerca de 60.000 vezes mais rápido do que era usado no congelamento lento, o que evita a formação de gelo intracelular e garante uma taxa de sobrevivência maior do que 90% ao serem descongelados.

No que diz respeito à técnica de transferência, ela é composta por 3 passos:

  • preparo endometrial — pode ser a etapa natural do ciclo menstrual ou utilizando de baixas doses hormonais;
  • descongelamento do embrião;
  • transferência embrionária.

Outro ponto positivo do congelamento embrionário esta associado à cariotipagem embrionária completa ou pré-implantação genética (PGS). Essa tecnologia permite a identificação de embriões “competentes”, ou seja, aqueles que possuem o número completo de 46 cromossomos.

Essa combinação de técnicas aumenta significativamente a eficácia na transferência de embriões, reduzindo — ou até mesmo acabando — com o risco de aborto e de alterações congênitas, de forma simultânea.  Para as mulheres de idade mais avançada e que lutam contra o relógio biológico, essa representa a melhor ou até mesmo única opção para o armazenamento e a doação de óvulos.

Várias diferenças são observadas entre as duas técnicas e podemos concluir que a transferência de embriões congelados ofereça, na maioria dos casos, melhores resultados. Entretanto, não podemos generalizar e estabelecer como procedimento único uma técnica que deve ser definida a partir da análise de diversos fatores.

Cada ser humano é único e cada casal é singular, portanto, antes de qualquer decisão, procure a opinião e conte com a experiência de profissionais capacitados e competentes. Entre em contato conosco!