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Encarar desafios com otimismo e perseverança não é uma tarefa fácil. É muito comum  que nossos pensamentos sejam, primeiramente, pautados em dificuldades, pontos negativos e barreiras, comportamento padrão que exercemos com muita frequência.

Trabalhar o pensamento positivo exige certo exercício e prática, e principalmente, exige informação, dados para entender as possibilidades.

Sabemos bem que um diagnóstico de infertilidade pode causar uma série de frustações, dúvidas e pensamentos que permeiam altos custos, inviabilidade de sucesso, e técnicas pouco efetivas.

Manter a esperança com essa premissa é mesmo complicado, e foi pensando nisso que selecionamos dados animadores e motivadores sobre a reprodução assistida, garantindo que há muita razão para acreditar.

O fato é: As chances de sucesso pela reprodução assistida são iguais ou maiores do que as chances de reprodução por meios naturais.

Sim, é isso mesmo. Obviamente existem pormenores, e iremos falar deles adiante. Mas a afirmação acima é correta em todos os casos.

A concepção, de maneira simples, é comparável ao plantio. O sucesso depende de um solo fértil e uma semente resistente, de boa qualidade.

Traduzindo para assuntos vinculados a reprodução, os fatores abaixo são os mais relevantes:

  • Idade da mulher
  • Qualidade do óvulo
  • Qualidade do espermatozoide
  • Receptividade do útero

Esses fatores são os mesmos levados em consideração, tanto para a concepção natural como para a reprodução assistida. Em cada ciclo ovulatório da mulher, as chances reais de concepção são cerca de 20%.

Os índices globais de sucesso da concepção assistida são quase tão bons quanto os da natureza e algumas vezes até melhores. As chances de sucesso aumentam a cada ciclo em que se tenta determinado procedimento. Depois de três ciclos de tratamentos esse índice cumulativo de gravidez pode chegar a 60% por casal, após o tratamento de Fertilização in vitro (FIV). A concepção, naturalmente, é mais difícil em mulheres acima dos 40 anos.

A probabilidade de aborto ou anormalidades é a mesma, tanto após a indução de ovulação como após a concepção natural. Os riscos existentes dependem da idade da mãe e de fatores genéticos. Se houver gravidez após o tratamento, normalmente não são necessárias quaisquer medidas especiais. A gravidez será tratada exatamente como qualquer outra. O trabalho de parto e a amamentação não serão afetados, de maneira alguma.

Portanto, as técnicas de reprodução assistida, quando bem indicadas e realizadas, tem boas chances de sucesso.

O tratamento da fertilização in vitro (FIV) tem uma chance de sucesso de cerca de 45% dos casos, mas pode chegar a 60% ou mais, dependendo da idade da paciente e/ou qualidade embrionária.

Conheça os dados:

Segundo os dados da Anvisa, em 2012 no Brasil foram produzidos 93.320 embriões e realizados 21.074 ciclos de fertilização in vitro. No total, 34.964 embriões foram transferidos para o útero da mulher. Mais de 25.000 foram descartados, por serem considerados inviáveis. A média nacional da taxa de fertilização ficou em 73% — o padrão internacional estabelece como taxa de sucesso índices entre 65% e 75%. Em 2011, essa taxa foi de 74%.

Apesar de poder ser mensurada através de diferentes fatores, como as taxas de implantação e taxas de fertilização dos óvulos, a reprodução assistida pode ser traduzida através de um fator fundamental, a taxa de nascimentos.

Dados do The 2010 National ART Report sobre reprodução assistida que realizou em 2010 nos Estados Unidos 154,417 ciclos, resultando em 47,102 nascimentos.

Taxas de sucesso por implantação de embriões via FIV resultando em nascimentos em 2010:

  • Abaixo de 35 anos : 41.5%
  • Idade entre 35-37 anos: 31.9%
  • Idade entre 38-40: 22.1%
  • Idade entre 41-42: 12.4%
  • Idade entre 43-44: 5.0%
  • Média entre todas as idades: 34.9%

Chegamos ao final deste artigo, afirmamos que as técnicas de reprodução assistida devolvem a esperança aos casais com dificuldades, que de outra forma estariam impossibilitados de conceber. As modernas técnicas e procedimentos determinam as chances antes mesmo da mulher iniciar o tratamento, ou seja, não é um tiro no escuro.

Se o desejo é forte, programe-se para essa jornada e não desista dos seus sonhos. A medicina está em constante evolução para lhe ajudar.