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Muitos se perguntam, por vários motivos, quando devem procurar acompanhamento psicológico durante o tratamento de Reprodução Assistida. De maneira geral, é recomendado psicoterapia todas as vezes que surge uma questão para o indivíduo que traga algum tipo de incômodo ou sofrimento que modifique de maneira importante a sua rotina, o seu bem-estar geral. No caso da situação do tratamento em Reprodução Assistida não é muito diferente.

Pare, reflita. Como é a experiência da infertilidade para você? Como se sente após pensar em iniciar o tratamento? Existe algum desconforto? Qual? Existe cansaço e agitação física e mental, dúvida, medo, angústia? O quanto as emoções e pensamentos relacionados a essa experiência tem influenciado ou atrapalhado o curso normal de sua vida? Para os casais, como vai a vida conjugal após a decisão de iniciar algum tipo de intervenção médica para engravidar? O quanto você se sente desconfortável poderá dizer se precisa ou não procurar um profissional da área da Psicologia.

O psicólogo poderá lançar mão de intervenções que venham a facilitar a criação de formas de enfrentamento, ou até mesmo agir como mediador para a superação de conflitos. De qualquer maneira, pode ser interessante uma avaliação psicológica. Na ação de buscar atendimento psicológico antes de se configurar uma questão conflituosa, o profissional será capaz de agir de forma psicoprofilática, ou seja, preventiva, começando o tratamento antes que uma possível situação de crise esteja estabelecida.

No mais, vale dizer que conhecer um profissional, se sentir apoiado e saber onde se poderá conversar a respeito da infertilidade e suas repercussões, encontrar escuta cuidadosa, por si só pode ter um efeito acalmador. Buscar um profissional deixa a referência de um lugar preparado onde se pode buscar ajuda, e traz a reafirmação de que não se está só na caminhada em busca do filho tão desejado.

Keith Laura Miranda – psicóloga

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