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A doação de óvulos é geralmente uma das últimas alternativas à mulher que pretende iniciar uma gravidez em uma idade mais avançada.

Com a queda de qualidade e quantidade (reserva ovariana) dos óvulos aos 32 anos e, sobretudo, aos 38, a mulher ainda possui algumas opções para tratamento, que variam desde estímulos hormonais, até a inseminação intrauterina e fertilização in vitro (FIV).

Depois dos 43, porém, as chances de engravidar naturalmente são bastante remotas.

Há ainda outros fatores complicadores que podem levar à procura pela ovodoação, como doenças congênitas, retirada cirúrgica dos ovários, doenças genéticas e menopausa precoce, assim como falhas de tratamentos.

Existe também a possibilidade de congelar os óvulos  para uso em uma idade mais avançada. No entanto, é importante conversar profundamente com o especialista para avaliar a reserva ovariana e chances no futuro, de acordo com o número de óvulos congelados.

Por fim, caso a mulher não consiga ter filhos com os óvulos próprios, a ovodoação passa a ser recomendada. A fecundação ocorre in vitro com o sêmen do marido/companheiro junto a um óvulo doado anonimamente. Em seguida, o embrião é colocado no útero da mulher para uma gravidez comum.

Uma dúvida recorrente, já que foi tema de novela alçado à polêmica nacional, é que o Conselho Federal de Medicina garante o anonimato dos óvulos doados, assim como proíbe qualquer finalidade lucrativa ou comercial. Os doadores de gameta também possuem um limite de idade: 35 anos para mulher e 50 para homem, visando justamente ao desenvolvimento saudável do embrião.

Os doadores não podem ter doenças genéticas nem doenças sexualmente transmissíveis (DST) e são submetidos a diversos exames para comprovar sua saúde, como sorologias, secreção vaginal, papanicolaou, cariótipo, ultrassonografia mamária e transvaginal, entre outros.

As clínicas responsáveis por esse procedimento fazem um banco de dados com os óvulos doados e potenciais doadoras, e têm um registro com informações à escolha do médico responsável. Este geralmente escolhe óvulos com características fenotípicas similares à da paciente, assim como compatibilidade sanguínea. Isso faz com que a oferta nem sempre corresponda à demanda – faltam óvulos de mulheres asiáticas e negras nos principais bancos de cadastro do País.

Em geral, as taxas de gravidez em ciclos de ovodoação possuem entre 50% e 60% de sucesso, um número relativamente alto comparado às chances de engravidar naturalmente aos 40 anos.

Portanto, uma mulher madura com dificuldade de engravidar ainda pode recorrer à doação de óvulos, o que é uma atividade corriqueira e regulada pelo Conselho Federal de Medicina. Dessa forma, a ovodoação é um excelente recurso à constituição da família.