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Cerca de 5% dos casais no mundo irá passar por alguma complicação relacionada à infertilidade, seja ela primária (quando nunca engravidou) ou secundária (quando já houve gestação).

Os rigores de um tratamento de infertilidade podem causar grande estresse emocional, pois a questão da concepção nos leva a tomar contato com conteúdos psicológicos profundos, relacionados à experiência da maternidade, sentimento de fracasso, relacionamento do casal, sonhos e esperanças em nossas vidas.

A inabilidade de procriar causa um grande sentimento de perda e fracasso, e podem ocorrer diversas reações como tristeza, raiva, frustração, diminuição na auto estima e auto confiança.

As relações também podem sofrer danos, desgastando o casal, família e amigos próximos.

Por esses motivos aconselhamos a terapia como um uma excelente ferramenta de auxílio, para ajudar a entender os sentimentos do casal e ser um canal de expressão de nossas vontades e angústias. Muitos casais buscam ajuda junto a amigos, família e grupos sobre infertilidade, presenciais ou online.

Para os que pensam em engravidar e buscam aconselhamento profissional adequado, ou estão em meio a um tratamento e querem lidar melhor com as fortes emoções decorrentes desse processo, vamos conhecer alguns tipos de tratamento:

Aconselhamento – Seria ideal se o aconselhamento tivesse início antes mesmo de começarem os tratamentos para infertilidade, para que possa servir de auxílio na tomada de decisões.

Descobrir quão forte é o desejo de se ter filhos, qual o tratamento indicado e quais os preparativos necessários para a empreitada. O aconselhamento durante o tratamento pode nos ajudar a conversar sobre o tema, estudar os próximos passos e aproximar o casal.

Caso forem detectados problemas como distúrbios no sono, alterações de humor e crises conjugais, uma abordagem mais específica será indicada.

Psicoterapia – alguns tipos de terapia são muito úteis, como por exemplo as terapias interpessoais para resolver conflitos e relacionamentos, e terapia cognitiva para identificar e modificar padrões nocivos de comportamento (depressão, culpa).

As sessões podem ser realizadas individualmente, em casal ou em grupo.

Técnicas de relaxamento – O estresse dos procedimentos pode ser amenizado através de várias técnicas como meditação, respiração, mentalizações, massagem e ioga.

Medicações – Antidepressivos e medicamentos para controle da ansiedade podem ser prescritos em casos de sintomas graves.

Obviamente o psiquiatra terá que saber sobre a medicação utilizada no tratamento de infertilidade para que não haja interações medicamentosas importantes ou efeitos prejudiciais para a gestação.

Pesquisas recentes trouxeram alívio para muitas mulheres, ao constatar que o estado de estresse e ansiedade durante o tratamento não alteram as taxas de infertilidade. Portanto, ninguém precisa se sentir mal com um sentimento natural nesses casos.

A terapia também deve preparar o casal para a possibilidade – mesmo que pequena – de fracasso no tratamento.

Somos seres inteiros, e nosso lado fisiológico, emocional e psicológico andam juntos. Durante o tratamento, devemos nutrir nossos melhores esforços e fortalecer nossas relações. A terapia certamente irá ajudar muitos casais na busca pela vida.