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congelamento-de-embrioesA diminuição da quantidade e qualidade de óvulos é uma causa comum de infertilidade. Chamamos isso de baixa reserva ovariana. Como sabemos, uma mulher nasce com uma determinada quantidade de óvulos e, à medida que envelhece, eles vão diminuindo naturalmente a cada mês. Quando os folículos ovarianos (que contém os óvulos) remanescentes não tem quantidade suficiente para manter os níveis hormonais adequados, a mulher entra no climatério, período de transição em que ocorre a menopausa (última menstruação na vida).

Há também outros fatores que danificam os óvulos e causam infertilidade, como as cirurgias de remoção dos ovários (ooforectomia), quimioterapia, radioterapia pélvica, medicamentos como a ciclofosfamida, avanço da idade, tabagismo e toxinas ambientais.

Sendo assim, uma maneira eficaz de preservar a fertilidade é pelo processo de congelamento de óvulos ou de embriões. Isso pode dar à mulher a chance de engravidar no futuro, caso ela seja incapaz de conceber de forma natural.

Congelar óvulos e embriões são, basicamente, as duas opções que estão disponíveis para a preservação da fertilidade.

O congelamento do embrião é feito através da fertilização in vitro (FIV): os óvulos coletados são fecundados pelos espermatozoides no laboratório e, após os embriões se desenvolverem, são selecionados e congelados em nitrogênio líquido. A FIV pode ser feita usando o sêmen do parceiro ou de um doador anônimo.

Todo o tratamento, desde o início da estimulação no começo do ciclo menstrual (segundo ou terceiro dia do ciclo) até o congelamento dos embriões, demora cerca de 15 a 18 dias.

Resultados amplamente satisfatórios

Muitas pessoas perguntam sobre a taxa de sucesso da transferência de embriões congelados. E a resposta é que os resultados são muito bons, o que pode ser comprovado pelas pesquisas mais modernas.

Elas indicam que cerca de 90% a 95% dos embriões descongelados sobrevivem ao processo, e as taxas de gravidez são semelhantes à de transferência de embriões frescos, embora isso possa variar de acordo com a qualidade dos embriões e da idade da mulher no momento em que foram congelados. Em algumas situações, como em pacientes com resposta ovariana exagerada durante a FIV, a transferência de embrião congelado engravida mais que a fresco.

Cada vez mais, nos tratamentos de fertilização in vitro, os especialistas têm recorrido à transferência de embriões congelados ao invés de transferência a fresco, o que permite aumentar as taxas de sucesso em determinadas pacientes e reduzir o risco de síndrome de hiperestimulação ovariana.

Esta mudança de paradigma vem ocorrendo devido aos métodos de congelamento embrionário terem evoluído muito nos últimos anos. Antes, com o uso da técnica chamada de congelamento lento, os resultados clínicos, ou seja, a chance de engravidar era muito inferior à transferência de embriões a fresco.

Hoje, com o avanço da técnica de congelamento existe uma preservação muito boa da qualidade embrionária, o que pode ser comprovada nas taxas de sobrevivência pós-descongelamento. Atualmente utilizamos o congelamento ultrarrápido, técnica conhecida como vitrificação, que permite altas taxas de sobrevivência após descongelamento.

O procedimento, ainda, pode trazer outras vantagens, como a diminuição nas taxas de aborto, menor chance de sangramento na gestação, menor risco de parto prematuro e bebês com maior peso ao nascimento.

Porém, para que os resultados sejam positivos, há necessidade de que o laboratório de FIV tenha um programa de excelência, assim como de descongelamento embrionário, com médicos especializados e experientes no processo. Por isso, busque informações e pesquise antes de tomar decisões – o seu futuro e o futuro do seu filho estarão nas mãos desses profissionais.