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O sonho de ter filhos e constituir uma família já é realidade para os casais homoafetivos no Brasil. Com opções que vão desde a adoção até métodos de reprodução assistida, os casais de gays e de lésbicas encontram diversas possibilidades para realizar o sonho de aumentar a família e criar filhos.

Neste post, falaremos sobre os três principais métodos disponíveis para que os casais homoafetivos possam ter filhos. Confira!

Adoção

Adotar uma criança é um ato de amor e de solidariedade que, por muito tempo, representou a única opção para os casais homoafetivos interessados em constituir família com filhos. Com o reconhecimento do casamento civil entre casais homoafetivos, em 2013, o processo — antes doloroso e burocrático, que muitas vezes precisava ser realizado com intervenção judicial — agora é bem mais simples.

A regulamentação do casamento homoafetivo iguala os direitos destes casais aos casais heterossexuais. Desse modo, os requisitos para a adoção são apenas aqueles previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O primeiro passo é ir até a Vara de Família, Infância e Juventude mais próxima da residência do casal para obter a lista de documentos necessários para dar início ao processo.

Entre as exigências, os candidatos à adoção precisam apresentar atestado de antecedentes criminais, relatórios de saúde física e mental e fotos da residência do casal. Também é necessário comprovar o vínculo afetivo. Além disso, os candidatos são entrevistados por psicólogos e assistentes sociais ao longo do processo de adoção.

Inseminação artificial

Desde 2011, o Conselho Federal de Medicina regulamenta técnicas de reprodução assistida para casais homoafetivos. Uma dessas alternativas para os casais que querem ter filhos e não estão interessados na adoção é a inseminação artificial, tecnicamente conhecida como inseminação intrauterina.

Para os casais de lésbicas, é possível fazer a inseminação artificial com sêmen doado, proveniente de bancos de sêmen nacionais ou internacionais, que têm mais opções e detalhes sobre o doador. É realizada a estimulação dos ovários de uma das mulheres e, no momento em que vai ovular, é realizada a injeção do sêmen preparado para dentro do útero. A taxa de gravidez é de cerca de 12%.

Antes de optar pela inseminação artificial, o casal precisa fazer um check-up em uma clínica de fertilidade para se informar sobre fatores de riscos para a gravidez e as chances de sucesso. Fatores como a idade das mulheres e as condições das tubas uterinas e útero são muito relevantes para o sucesso da inseminação artificial.

Fertilização in vitro

Os casais de homens interessados em ter filhos por meio da reprodução assistida podem recorrer à fertilização in vitro. Neste caso, o óvulo deverá ser doado por uma doadora anônima e é preciso que alguma mulher na família (até o quarto grau de parentesco) esteja disposta a receber o embrião e gestar a criança, conhecido como doação temporária do útero. A taxa de gravidez gira em torno de 45%.

O casal precisa decidir de quem será o sêmen utilizado e fazer testes como espermograma completo e índice de fragmentação do DNA espermático para determinar se há alterações que podem ser corrigidas antes do tratamento. Casais de mulheres também podem recorrer a essa técnica utilizando o sêmen de doador anônimo.

Nesse artigo, mostramos as principais formas disponíveis para os casais homoafetivos que desejam ter filhos e aumentar a família. É importante ressaltar que os métodos de reprodução assistida são delicados, e que o sucesso depende de muitas variáveis relacionadas à saúde do casal. Por isso, é necessário agendar uma consulta em uma clínica especializada para esclarecer o procedimento e avaliar a melhor opção para cada caso.

E então, gostou do post? Ainda ficou com dúvidas sobre algum desses procedimentos? Conta pra gente nos comentários.