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Se você é uma de nossas leitoras que se pergunta algo como “Não consigo engravidar! E agora?”, então este artigo é feito para você. Quando decidimos que queremos ter filhos, começamos imediatamente a nos preparar psicologicamente para a chegada do bebê. No entanto, como a gravidez é um evento biológico, nem sempre o corpo responde tão rapidamente às tentativas, o que gera enorme ansiedade, frustração e expectativas.

Para engravidar é preciso persistência e paciência: sérios estudos na Austrália dizem que se você pensa que não consegue engravidar, deve tentar novamente. Quase metade das mulheres que disseram que vinham lutando para engravidar por pelo menos um ano, acabaram tendo um bebê sem fazer nenhum tratamento de infertilidade. Essa taxa de sucesso foi apenas um pouco menor do que em mulheres que também relataram problemas para engravidar e optaram pelo tratamento com hormônios ou Fertilização in vitro. O fato de que muitas mulheres com até 36 anos consigam ter uma concepção espontânea após insistirem por mais tempo e sem tratamentos, indica que possivelmente eles são sub-férteis (e não inférteis). Isso significa que, se nada estiver claramente errado – os homens produzem espermatozoides suficientes (em boa quantidade e qualidade) e as mulheres estão ovulando regularmente e com tubas uterinas normais – casais que tiveram problemas para conceber ainda podem ser otimistas sobre uma possível gravidez por conta própria, disseram os pesquisadores.

Continuar tentando por mais tempo é uma estratégia. Porém, como tantas vezes já dissemos, é sempre bom ter um acompanhamento médico desde o início de suas tentativas e, especialmente, após um ano de tentativas sem sucesso (para mulheres até 35 anos) ou seis meses (para mulheres com mais de 35). Esta recomendação é tão constante por um simples motivo: se houver algum problema ocorrendo sem que você saiba, é importante diagnosticá-lo o quanto antes para tomar as devidas decisões, já que a idade tem um impacto grande nas taxas de gravidez mesmo com os tratamentos mais complexos como a FIV. Por exemplo, continuar tentando engravidar naturalmente será perda de tempo caso você tenha tubas uterinas obstruídas. O ponto mais positivo desta investigação é que quando você tem infertilidade inexplicada ainda é possível ter esperança!

De toda forma, ao visitar seu médico após esta primeira etapa de tentativas, você fará exames básicos de fertilidade, começando por exames de sangue, ultrassom e histerossalpingografia na mulher e uma análise do sêmen (espermograma) para o homem. É muito importante que o espermograma seja feita antes de iniciar o tratamento, já que pode determinar as reais chances do tratamento proposto. Provavelmente, seu médico fará exames pélvicos de rotina, o Papanicolaou, e vai verificar se você tem alguma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

Dependendo dos resultados dos exames de fertilidade, seu ginecologista pode recomendar um tratamento, que pode envolver uma causa subjacente de infertilidade, ou pode incluir um tratamento de fertilidade muito básico, como a indução da ovulação e orientação das relações sexuais, conhecido como Coito Programado. Se houver anormalidades estruturais ou de endometriose, o médico pode sugerir um tratamento cirúrgico. Também é possível que o seu médico encaminhe você diretamente para um especialista em Reprodução Humana, ou você pode optar por não tentar tratamentos básicos com o seu ginecologista e, em vez disso, seguir adiante com um especialista. Se a infertilidade masculina é um fator, o seu parceiro pode ser encaminhado para um andrologista (urologista especializado na saúde reprodutiva do homem).

Todas as possibilidades devem ser pensadas e discutidas entre você, seu parceiro e seu médico. E lembre-se: não perca as esperanças!