Tempo de Leitura: 3 minutos

Para mulheres que lutam contra a infertilidade, a tecnologia da reprodução assistida, incluindo a Fertilização in vitro (FIV), pode ser uma solução para a concepção. Mas mesmo essa opção não garante o sucesso absoluto, e pesquisadores concluíram que a deficiência da vitamina D, um esteróide produzido na pele à exposição solar, pode ser um fator importante para o resultado positivo.

Desde a década passada, o número de casos de reprodução assistida dobrou, e nos Estados Unidos cerca de 2% dos nascimentos já ocorrem através dessas práticas.

Um estudo realizado por médicos italianos constatou que mulheres com níveis suficientes de vitamina D tiveram o dobro de chances de engravidar e de gerar embriões saudáveis durante a FIV.

A vitamina D, cada vez mais, está sendo associada com a fertilidade, além dos seus já conhecidos benefícios, como por exemplo o fortalecimento dos ossos e auxílio no controle da diabetes.

Com tamanha importância para a reprodução e para a saúde em geral, o aumento dos níveis da vitamina D torna-se essencial para todas as mulheres (e homens) dispostos a conceber.

Conheça as fontes da vitamina e as quantidades necessárias para atingir os níveis adequados:

A principal fonte da Vitamina D é uma alimentação adequada associada à exposição solar. Um adulto saudável precisa consumir, em média, 5 microgramas por dia de Vitamina D e garantir uma exposição à luz solar de 20 minutos por dia, sem o uso de protetor solar. Evite os horários entre 10h e 17h.

Principais alimentos contendo vitamina D e suas quantidades:

Alimentos ricos em vitamina D

Porção (g)

Quantidade de vitamina D (mcg)

Óleo de fígado de bacalhau

13,5

34

Óleo de salmão

13,5

13,6

Ostras cruas

100

8

Peixes

100

2,2

Leite fortificado

244

2,45

Ovo cozido

50

0,65

Carnes (frango, peru, porco) e vísceras

100

0,3

Manteiga

13

0,2

Carne bovina

100

0,18

Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Os laticínios são especialmente importantes porque são alimentos ricos em vitamina D e cálcio, que são dois nutrientes fundamentais para a saúde dos ossos.

Também comercializada em forma de cápsulas ou óleo, é importante destacar que o excesso de vitamina D só ocorre por meio da suplementação. Isto porque os alimentos não contam com grandes quantidades da substância e a obtenção dela por meio dos raios solares é regulada pela pele, que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores necessários.

Porém, o excesso por meio dos suplementos, sem a orientação médica, pode ser perigoso. Há risco de ocorrer a elevação da concentração de cálcio no sangue, o que pode provocar a calcificação de vários tecidos, sendo os rins os mais afetados.

A suplementação deve sempre seguir acompanhada de uma dieta balanceada e uma boa hidratação, para manter o equilíbrio do organismo da futura mãe e os tecidos do embrião.

A dosagem de vitamina D é simples, através de exame de sangue. O ideal é que os níveis estejam acima de 30 ng/mL. Caso esteja baixa, a reposição deve ser orientada pelo médico.

Existem hoje no mercado brasileiro algumas formulações de vitamina D, como gotas e comprimidos. É muito comum vermos casais que fizeram o exame e estavam com níveis baixos da vitamina, e passaram na farmácia e compraram por conta própria, usando uma dose bem menor do que o ideal.

A Sociedade Americana de Endocrinologia indica realizar uma dose de “ataque” com doses maiores (cerca de 50.000 UI por semana) por 8 semanas. Depois dessa fase, fazemos uma manutenção com dose menor, cerca de 1.000 a 2.000 UI por dia, de acordo com os níveis. Pacientes obesas devem usar o dobro da dose.

A ingestão de Vitamina D deve ser suficiente desde o momento em que se tenta engravidar até a amamentação. Sol, alimentação ou suplementação, seja qual for a fonte, é importante manter os níveis elevados da Vitamina D para a manutenção da saúde em pais e filhos.