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A infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA) é um diagnostico de exclusão, quando o casal já realizou todos os exames necessários e não teve sucesso em identificar a causa da infertilidade.

A incidência varia entre 10 a 30%, dependendo dos exames que foram realizados. No mínimo, devem ser realizados análise seminal, avaliação da permeabilidade tubárea e função ovulatória.

No dia 16 de fevereiro de 2016, a Fertility and Sterility, uma importante revista médica no meio da reprodução humana, publicou uma revisão sistemática sobre atualizações nos tratamentos de ISCA, onde mais de 3000 pacientes foram incluídas nos estudos.

O tratamento de escolha depende da idade da mulher, tempo de infertilidade, ansiedade em engravidar e o perfil econômico do casal.

Atualmente podemos optar por tratamentos menos complexos como o coito programado, usando medicamentos por via oral ou injetáveis para induzir a ovulação, bem como a inseminação intrauterina e até mesmo técnicas mais sofisticadas como a fertilização in vitro (FIV).

Baseado na literatura atual, averiguou-se que a conduta expectante pode ser comparável e tão efetiva quanto o tratamento com citrato de clomifeno, coito programado ou inseminação intrauterina associado a medicações orais quando se trata de pacientes com ISCA.

Inseminação intrauterina (IIU): o tratamento com hormônios injetáveis associado à IIU é mais efetivo do que os agentes orais associados a IIU.

Fertilização in vitro (FIV): no caso de pacientes com Infertilidade sem Causa Aparente, a FIV acelera o tempo para a gravidez.

Até que mais informações estejam disponíveis, o tratamento para cada paciente deve ser individualizado e com aconselhamento pertinente em relação à natureza de seus tratamentos. Com o avanço da ciência, a tendência é que esta  falta de diagnóstico seja temporária, e em um futuro próximo, as respostas sejam esclarecidas, as causas explicáveis e com tratamentos cada vez mais efetivos.