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O desejo de ter um filho não é exclusividade de casais. Uma mulher que não esteja em um relacionamento pode desejar uma gestação independente. É preciso, no entanto, considerar muitas questões antes da decisão de se tornar mãe sozinha.

Diversos aspectos devem ser avaliados na decisão. Dentre eles, é preciso conhecer os tratamentos disponíveis sem a presença de um parceiro. A busca de apoio familiar e de amigos também é fundamental e, principalmente, a reflexão sobre como manter o equilíbrio emocional, social e financeiro com a chegada de um filho.

Em geral, as próprias clínicas de fertilidade oferecem apoio com psicólogo para ajudar as futuras mães independentes. São discutidos temas como medos e desafios, a responsabilidade de conceber e de criar um filho, o apoio ou não da família, a administração da vida profissional com um filho e até mesmo a reflexão sobre quem cuidará da criança em caso de falecimento da mãe.

Após estas reflexões, se a decisão de ser mãe se mantiver, o próximo passo é procurar um médico. Ele solicitará uma série de exames para atestar a fertilidade e, mediante os resultados, o profissional poderá sugerir o melhor método de concepção: inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV).

Durante esse processo, a mulher deve se preparar psicologicamente também para a utilização de sêmen de doador, já que tanto a inseminação intrauterina como a fertilização in vitro pressupõe um doador de sêmen anônimo, como é preconizado no Brasil.

A escolha do doador

Os bancos de sêmen possuem rigorosos processos de seleção de doadores para proteger a receptora e garantir o acesso a espermatozoides da melhor qualidade possível.

Histórico médico familiar, triagem genética, testes psicológicos e análise do sêmen são alguns dos quesitos avaliados pelos bancos de sêmen mais qualificados, como os bancos americanos (California Cryobank, Fairfax, entre outros). Os doadores de espermatozoides são anônimos, mas às vezes há uma fotografia da infância.

Além disso, o banco fornece dados pessoais, como cor de cabelo, altura e etnia. Alguns bancos disponibilizam gravações de voz e cartas do doador feitas no momento da entrevista da doação de sêmen, possibilitando que a mulher se identifique mais ou menos com o doador, o que facilita a escolha.

Após a escolha do doador, o banco de espermatozoide envia uma amostra ao laboratório de reprodução humana e a paciente será submetida a um ciclo de inseminação intrauterina ou fertilização in vitro, de acordo com a determinação médica, utilizando o sêmen selecionado.

A fertilização in vitro, que possui algumas das maiores taxas de sucesso de gravidez e nascimento, é normalmente utilizada quando surgem problemas ligados às trompas de Falópio (tubas uterinas), endometriose ou ainda à idade da mulher (baixa reserva ovariana).

Assim, não há grandes dificuldades do ponto de vista prático quando surge a decisão da gestação independente. Hoje temos tecnologia e tratamentos com altas taxas de sucesso. A principal reflexão deve ser feita antes da decisão.

O mais importante de todo o processo é sem dúvida desejar e estar disposta a cuidar e amar o novo ser, que chega para configurar uma família – de mãe e filho.