Tempo de Leitura: 2 minutos

Com a modernização da medicina, a expectativa de vida da humanidade aumentou, sobretudo em regiões com bons padrões e que estimulam uma rotina saudável.

As mulheres vivem mais – se há uma década, a expectativa era de 50 anos, hoje chega facilmente a 80, e isso influencia em seu modo e decisões para a vida. Viver mais também significa poder ser mãe mais tarde.

Antigamente, engravidar depois dos 30 anos poderia ser uma situação delicada, e, após os 35, era risco certo. Hoje, vemos mulheres considerando a gestação tranquilamente após os 40.

Acompanhamos frequentemente notícias sobre celebridades relatando suas experiências de sucesso com a maternidade acima dos 40 anos.

As tecnologias de reprodução assistida têm, de fato, auxiliado as mulheres a se tornarem mães mais tarde. O procedimento de maior sucesso é a fertilização in vitro (FIV).

Porém, é preciso atenção e cuidado: a FIV reduziu o risco associado a desenvolver uma gestação tardia, mas não eliminou o risco natural relacionado à gravidez, para a mãe e o bebê.

É sabido que o envelhecimento feminino é relacionado à redução progressiva em sua capacidade de conceber naturalmente, utilizando seus próprios óvulos.

A ciência já comprovou que a qualidade do material cai com a idade. Deve-se isso à chamada “anormalidade cromossômica”.

Estudos mostram que essa queda começa, de fato, no início dos 30 anos, aumenta após os 35 e acelera mais após os 40 anos.

Vale a pena?

É preciso que cada candidata a engravidar pese os prós e os contras da FIV em mulheres que passaram dos 40 anos de idade.

É preciso cuidar de alguns pontos, que podem agir contrariamente à gestação. Esse avanço do tempo gera riscos maternais independentes relacionados à gravidez:

  • Aborto;
  • Crescimento intrauterino comprometido;
  • Insuficiência placentária;
  • Hipertensão;
  • Hemorragia pré-parto;
  • Parto prematuro;
  • Complicações pós-parto.

É também possível que ocorram desordens sistêmicas, como doença vascular coronariana, diabetes e doenças imunológicas.

No entanto, apesar das evidências contra, há pontos positivos em passar pelo procedimento e se tornar mamãe mais tarde:

  • A mulher mais velha geralmente tem uma vida mais bem estabelecida e está mais pronta para cuidar de um bebê;
  • A maturidade colabora naturalmente para as dificuldades, e pais mais maduros tendem a oferecer uma educação mais equilibrada a seus filhos;
  • Mulheres mais velhas mostram-se mais dispostas a amamentar e também buscam alimentos mais saudáveis para seus filhos;
  • Geralmente, a mulher que esperou mais tempo, acabou por desenvolver sua carreira de forma sólida e, com isso, conta com bens ou algum patrimônio, garantindo um futuro financeiro mais confortável ao filho.

 Qual a saída?

É possível reduzir o risco materno em mulheres que engravidam mais tarde. Exames para pré-avaliação podem identificar essas pacientes, bem como avaliar se há doença uterina que possa comprometer a gravidez.

É claro que a maternidade tardia envolve riscos e é natural as mulheres se preocuparem. Por isso, é importante tomar as precauções e passar pelos exames médicos indicados.

É fato, porém, que a grande maioria dos casos tem sucesso, e os bebês nascem saudáveis.

Converse com seu médico, realize todos os procedimentos pré-gestação e confie que, havendo as condições de engravidar, sua gestação pode ser tranquila, com um pré-natal semelhante ao vivido por mulheres mais novas.