Tempo de Leitura: 2 minutos

Muitas pacientes sabem quanta dor a endometriose pode provocar.

Inicialmente, o mais comum é sentir a dismenorreia, nome técnico da cólica menstrual, que costuma ser o mais importante sintoma. Ela pode se desenvolver e se tornar uma dor mais intensa, que chega a impedir a mulher de exercer suas atividades do dia-a-dia.

A mulher também pode sentir dor durante a relação sexual, principalmente na penetração profunda, que chamamos que dispareunia.

Seria ideal se a paciente conseguisse diferenciar a dor de uma cólica comum causada pela contração do músculo uterino da dor causada pela endometriose. Possivelmente, o diagnóstico seria feito mais cedo, oferecendo maiores chances da doença ser tratada em seu início.

Mas, infelizmente, não há uma diferenciação clara entre as dores. Em geral, a cólica menstrual melhora rapidamente com medicamentos, como um antiespasmódico (Buscopan) e anti-inflamatórios, e a causada pela endometriose, não.

Uma forma mais transparente de identificar a doença é verificar se a dor é crônica: se ela persistir por seis meses, por exemplo, e não estiver sempre associada ao ciclo menstrual, possivelmente é endometriose.

Segundo os especialistas há alguns motivos pelos quais a dor pode se tornar tão intensa. Conheça! Essa identificação pode ser essencial para a descoberta e consequente tratamento da doença.

De onde vem essa dor?

O endométrio é o tecido que reveste o útero, é fino e cresce ao ser estimulado pelo estradiol produzido no ovário ao longo do ciclo menstrual. Ele prepara o órgão para receber o embrião; sem gravidez, a mucosa se solta e sai pela vagina juntamente com sangue, compondo a menstruação.

Porém, algumas células podem retornar pelas tubas uterinas e se instalarem na cavidade abdominal. De lá, elas se alojam em outras áreas – nas próprias tubas, no intestino, ureter, ovários, bexiga e vagina.

É então que pode surgir a dor: o fragmento de endométrio instalado fora do útero continua funcionando normalmente, como se ainda estivesse nele. Porém, ele não ter por onde sair.

O sangue fica, então, acumulado na pelve e causa inflamação e aderências dos órgãos que estão mais próximos – o útero, por exemplo, se “cola” ao ovário, ou o ovário ao intestino, gerando uma distorção na anatomia. É então que a paciente sente dor.

Por isso, é recomendável não esperar. As mulheres devem procurar um médico quando tiverem cólicas que parecem insistentes, ou que simplesmente não aliviam com analgésicos.

Se a dor é incapacitante e não permite que ela realize atividades habituais, como trabalhar, caminhar e praticar exercícios, este é mais um sinal de que o ginecologista deve ser consultado.

A dor da endometriose pode não ser específica. Preste atenção ao seu organismo, ouça o que os sintomas dizem e não hesite em procurar informações e tratamento. Quanto mais cedo, menores as chances da endometriose se desenvolver!