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A luta por direitos iguais para todos os cidadãos tem gerado grandes discussões e alguns avanços no Brasil. O combate ao preconceito ganha cada dia mais importância, resultando em conquistas expressivas para os movimentos sociais e a inclusão social de grupos historicamente marginalizados, como negros e homossexuais.

Após anos de um incansável debate sobre a pluralização da concepção de família, o casal homoafetivo finalmente conquistou o direito de união estável assegurado pelo Supremo Tribunal Federal. Com isso, uma nova realidade surge: a ampliação de alternativas para conceber um filho biológico.

No post de hoje abordaremos os métodos de concepção que utilizam bancos de sêmen para casais homoafetivos, além de pontuar possibilidades para casais heterossexuais. Aprenda tudo sobre o assunto!

Como funciona?

Estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), as normas exigem que a doação de sêmen não tenha caráter lucrativo, além de ser obrigatório o anonimato do doador, que não pode ser um parente ou pessoa conhecida do casal.

Esta medida procura proteger a família contra a possibilidade de um indesejável vínculo do doador com a criança.

Como é o procedimento de Inseminação Artificial?

Ideal tanto para casais de mulheres quanto para casais héteros em que o homem tem uma alteração no sêmen, a inseminação artificial consiste na indução da ovulação da mulher com medicamentos hormonais e, no momento próximo da ovulação, o sêmen é injetado diretamente no útero. Este é um dos métodos mais tradicionais que faz uso do banco de sêmen.

Qual outro método utiliza bancos de sêmen?

A gravidez compartilhada é outra opção muito procurada por casais de mulheres que pretendem ter um filho biológico, possibilitando que ambas as mães participem do processo. Enquanto uma parceira doará o óvulo, a outra será responsável por gestar e dar à luz.

Neste caso, os espermatozoides também são fornecidos por um banco de sêmen. A gravidez compartilhada é possível com a fertilização in vitro, em que são coletados os óvulos da mulher, fertilizando-os fora do corpo, no laboratório de reprodução humana. Após a fecundação, o embrião é transferido ao útero com um cateter delicado.

Quem pode ser doador?

Além de serem saudáveis, os voluntários precisam ter entre 18 e 50 anos. Estão excluídos homens portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) ou doenças congênitas e genéticas.

Para garantir a qualidade dos bancos de sêmen, os homens passam por testes de triagem, incluindo exames clínicos e laboratoriais.

Quais características do banco de sêmen brasileiro?

A garantia do anonimato é uma regra, por isso o cadastro dos possíveis pais biológicos tem algumas restrições. Para a escolha do sêmen, são informadas características físicas gerais sobre o doador, como altura, cor dos olhos, peso, cor e tipo de cabelo, tipo sanguíneo, cor da pele e estrutura óssea.

Alguns dados pessoais também são fornecidos, como profissão, religião e hobby. O casal terá acesso apenas à ficha médica dos doadores, jamais à identidade civil.

E dos estrangeiros?

Diferente dos bancos de sêmen nacionais, em que as informações são limitadas, os bancos estrangeiros possuem um relatório super detalhado, contemplando todas as informações pertinentes ao doador.  Outra questão que influencia a escolha de um pai biológico estrangeiro é a quantidade de amostras disponíveis no exterior. Como no Brasil a doação do sêmen deve ser em caráter voluntário, há menos material disponível. Neste contexto, a importação de sêmen estrangeiro passa a ser um recurso cada vez mais realizado pelas famílias brasileiras: segundo dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso de espermatozoides internacionais aumentou 541% no Brasil.

Métodos que utilizam bancos de sêmen são considerados seguros e eficazes tanto para casais de mulheres quanto para casais heterossexuais. O sucesso da gestação também se concretiza por meio de um acompanhamento médico regular, além de uma alimentação saudável e exercícios adequados.

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