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A endometriose é causa de preocupação de milhões de pessoas em todo o Brasil.

Difícil de precisar sua ocorrência, em 2012, apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) registrava 6 milhões de pacientes com a doença.

É, portanto, a doença da mulher moderna, que aflige a ela, seu parceiro e familiares.

Com a descoberta da doença, surgem muitas dúvidas e incertezas – algumas mais simples de resolver, e outras mais complexas, que exigem cuidado na abordagem.

Apesar de séria e de requerer atenção para a paciente não sofrer consequências mais sérias, a endometriose é uma doença benigna. Isso significa, portanto, que não oferece risco de morte – ninguém morre de endometriose.

Alívio? Sim, mas a precaução se faz necessária: como toda doença, é preciso cuidar, se informar com especialistas e tratar da melhor forma possível, pois seus desdobramentos podem não ter um aspecto tão otimista.

A endometriose oferece riscos para a saúde, e não há o que questionar aí.

Por exemplo, no caso do endométrio se depositar não apenas no útero, mas se estender para o intestino, estará caracterizada a endometriose intestinal, podendo formar nódulos de endometriose no intestino (principalmente retossigmoide).

Em casos muito avançados, a paciente pode sofrer uma obstrução ou até mesmo uma perfuração intestinal, e este quadro pode gerar graves consequências à saúde.

Ainda, se a endometriose ocorrer na bexiga ou no ureter, da mesma forma, pode haver obstrução do ureter, o que fará o rim se dilatar e comprometer a função renal. Esta condição também é infrequente, mas existem pacientes que sofrem com ela.

Cuidar sempre

Uma vez diagnosticada a endometriose, o acompanhamento constante é essencial.

Ainda que ela não seja caracterizada com uma dessas variações mais raras, é uma doença que precisa ser controlada.

É imprescindível, portanto, consultar o ginecologista especializado e habituado com a doença, tomar as precauções recomendadas e seguir o tratamento prescrito. A mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida pode colaborar com a recuperação.

A endometriose, em si, não vai matar a paciente. Mas seus possíveis desdobramentos podem trazer outras sérias doenças, que se tornam mais difíceis de controlar, uma vez que não houve os cuidados primários, quando da descoberta da condição.

Ninguém morre se cortar o dedo. Mas se a ferida infectar e não cicatrizar adequadamente, pode levar à amputação. Exageros à parte, essa comparação ajuda a entender a questão de causa e consequência, e os efeitos da endometriose no organismo.

Você foi diagnosticada com a doença? Conhece alguém que foi? Não deixe para lá: vá ao médico, siga o tratamento, ou acompanhe a pessoa que está com a condição e ofereça ajuda. Compartilhe informações. Será muito melhor viver com a saúde em dia e evitar que pequenos desconfortos se tornem a origem de problemas mais sérios e irreversíveis.