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A vida sexual certamente é indispensável no relacionamento a dois. Mas quando a relação sexual não se dá de forma plena – ou não satisfaz a ambos os parceiros – há um problema a ser resolvido. Muitas vezes, a causa da insatisfação é a disfunção erétil (DE).

Que este problema afeta de maneira profunda a autoestima dos homens não restam dúvidas. Parece estar incorporado à cultura de nossa sociedade que homens estejam sempre prontos para uma relação sexual, o que requer uma ereção como resposta natural aos estímulos sexuais. Mas nem sempre isso acontece.

Primeiramente, para se classificar como disfunção erétil, o problema deve se repetir permanentemente. O termo é utilizado quando o homem não consegue a ereção na maioria das vezes em que tenta manter uma relação sexual, por um período superior a três meses.

Números de DE no mundo

Embora o assunto seja tabu entre homens, muitos apresentam o distúrbio. Em 1995, mais de 150 milhões de indivíduos no mundo já sofriam com a disfunção, afirmou o British Journal of Urology.

Só nos Estados Unidos, em 2002, estimava-se, de acordo com o National Institute of Health, que entre 15 e 30 milhões enfrentavam o problema. Os estudos mostraram também que a DE aumenta com o passar dos anos.

Ao se deparar com a DE, a primeira proposta de conduta adotada pelos urologistas que os homens buscam são as famosas pílulas,medicamentos de uso oral, que auxiliam a ereção, como o popular Viagra, entre outros medicamentos.. Ocorre que nem sempre elas funcionam: 20% dos norte-americanos consideram as pílulas ineficazes.diversos motivos podem tornar os medicamentos ineficazes, variando desde o uso inadequado até interações com bebidas alcoólicas.

Alternativas ao uso dos medicamentos

Quando os medicamentos de uso oral nao funcionam as  terapias são voltadas ao próprio pênis –  como efetores da ereção propriamente dita..

Alternativa  disponível no mercado são as injeções aplicadas na lateral do pênis, com agentes erectogênicos, como a papaverina, fentolamina e prostaglandinas. Embora estranha, é uma forma eficaz para homens que não obtêm sucesso com pílulas.grande parte dos homens não se adaptam a essa técnica, o que traz limitações para seu uso mais disseminado. Seu treinamento deve ser realizado na presença de um urologista

A última linha de tratamento na disfunção erétil é o implante cirúrgico de próteses penianas, as quais mimetizam de maneira permanente uma ereção. Dois modelos de pró teses estão disponíveis no mercado: as semirrigidas-nas quais o pênis tem o formato da ereção de maneira permanente- e as infláveis, em que o pênis recebe uma pequena bomba pela qual se mimetiza uma ereção para o ato sexual.

Em busca da saúde global

Quando a DE se manifesta, o melhor a fazer é buscar ajuda médica. Soluções paliativas não resolvem o problema, apenas o mascaram. É preciso entender que essa dificuldade pode ser uma mensagem ou um sinal de que seu corpo não anda bem, que nem sempre se trata de um problema pontual, e as razões podem ser várias.

As doenças que podem estar associadas à DE são:

  •     Doenças cardíacas;
  •     Hipertensão arterial;
  •     Diabetes;
  •     Colesterol alto;
  •     Níveis baixos de testosterona.

Estas e outras doenças são importantes sinalizadores associados à disfunção erétil. O corpo humano deve ser visto e entendido em sua totalidade; se a disfunção erétil se manifestar, o homem deve buscar uma avaliação global de seu organismo para conhecer as causas e tratá-las.

Com um tratamento médico global, o corpo irá reagir, e as ereções também. Além disso, o homem certamente viverá melhor, com mais qualidade em seus dias, mais disposição física e bem-estar.

Olhar a disfunção erétil sem preconceito e buscar ajuda médica é o melhor a se fazer. Também é importante a conversa aberta e honesta com a parceira e seu apoio. Pense nisso!