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Em algum momento da vida, pelo menos na vida da maioria das pessoas, surge a vontade de ter filhos. No entanto, há situações em que o casal não consegue engravidar, por fatores de infertilidade de uma das partes ou, às vezes, de ambas.

Mesmo assim, isso não significa que ter um filho biológico seja impossível. O avanço da medicina, aliado às técnicas de reprodução assistida, como a inseminação intrauterina (IIU) e fertilização in vitro (FIV), permite a realização do sonho da gestação.

Mas se a dificuldade da concepção estiver ligada a uma alteração grave no sêmen, é preciso que o casal tome uma decisão: caso não tenha espermatozoide, faremos o tratamento com sêmen de doador?

Separamos algumas dicas que podem ajudar você a decidir se deve recorrer a um banco de sêmen (doador desconhecido), lembrando que no Brasil, toda doação de sêmen é anônima.

Antes de tudo, procure conversar abertamente com seu parceiro ou sua parceira e também com a equipe médica, para avaliar todas as possibilidades.

O que levar em consideração

Ao escolher um banco de sêmen, saiba que as amostras destes bancos são obtidas de maneira extremamente segura e criteriosa. Prova disso é que apenas dois em cada dez voluntários são aceitos para doação.

A seleção de doadores é rigorosa e obedece a critérios como:

a) Não haver casos de câncer e doenças hereditárias na família;

b) A qualidade do sêmen deve obedecer a critérios e padrões de normalidade;

c) Os doadores passam por exames que garantam a proteção do sêmen de doenças sexualmente transmissíveis.

Também é importante lembrar que é aconselhável que você tome como referência traços como etnia, cor de cabelos e olhos, pois características de personalidade, por exemplo, estão ligadas a fatores socioculturais e educacionais e não podem ser garantidas geneticamente.

Outra questão que deve ser avaliada no momento da inseminação é a decisão de contar ou não ao filho, no futuro, sobre o uso de doador de esperma para a concepção.

Para todas as decisões que tomamos na vida o melhor caminho é o da informação. Da mesma forma, no momento de construir uma família, à partir de sêmen doado, a conversa entre os parceiros, médicos e todos os envolvidos deve ser aberta e franca, livre de preconceitos e receios.

A felicidade da casa com criança, do momento do nascimento, reflete-se nos depoimentos emocionados de casais que dizem notar o quanto a criança se parece com eles. Não será isso o amor?