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Trabalhamos sentados; ao nos aposentarmos, sentamos em frente à TV; andamos de carro sentados. Quase tudo o que fazemos no decorrer do dia, fazemos sentados.

Conhecido como o mal do século, o sedentarismo, classificado como doença, já afeta quase a metade dos americanos e pode ser fatal se não for tratado.

Ficar sentado por longas horas é o principal exemplo de um comportamento sedentário, seja no trabalho ou em casa. Estudos publicados recentemente nos Estados Unidos tiveram resultados semelhantes e impressionantes: a chance de se desenvolver doenças como diabetes, problemas cardíacos e obesidade é 50% maior em pessoas que passam longas horas sentadas.

O contrário também é verdadeiro: as pessoas que se levantam mais, alongam-se e fazem caminhadas, ainda que curtas, possuem a cintura mais fina. Além disso, metabolizam melhor a gordura e o açúcar.

Importante destacar que o sedentarismo não atinge apenas adultos; crianças que passam longas horas em frente ao computador, a TV ou ao videogame também são vítimas da doença.

Outra conclusão da pesquisa que chama a atenção é que os riscos trazidos pelo sedentarismo não estão relacionados com a falta de exercício. Não há uma relação diretamente proporcional entre o tempo que um indivíduo passa sentado e o tempo que ele se exercita: esse tempo normalmente é diferente para cada pessoa.

Então, o que fazer? O melhor não é necessariamente aumentar o tempo de atividade física, mas sim reduzir o tempo em que se fica sentado.

Ficar mais tempo em pé pode ajudar:

·     Nosso corpo possui aproximadamente 640 músculos; destes, 300 são usados ​​para manter o corpo equilibrado, quando em pé; mas quando sentamos, não precisamos de tanto equilíbrio, assim utilizamos menos grupos musculares;

·     Uma pessoa que passa quatro horas diárias em pé queima por volta de 200 calorias a mais do que outra que passa este tempo sentada;

·     A postura de quem se senta menos é melhor, e a incidência de dores e rigidez corporal é menor;

·     Ficar de pé melhora o metabolismo de gordura e açúcar;

·     E, finalmente, caminhar, é sem dúvida a melhor recomendação para a saúde geral.

A cura para o sedentarismo

A boa notícia é que o sedentarismo tem cura e pode aumentar a longevidade. A primeira providência é a mudança de hábitos. Em casa, passe menos tempo em frente à TV e ao computador, caminhe, cuide de seus animais de estimação, cuide de suas plantas.

No trabalho também é possível fazer mudanças. Veja algumas dicas:

·     Levante-se com mais frequência ao longo do dia;

·     Limite os emails a seu colega de departamento. Vá até ele;

·     Faça reuniões de equipe em pé;

·     Em seu horário de almoço, aproveite para dar uma volta à pé;

·     Sempre que possível, procure usar mesas altas e cadeiras ergométricas.

Albert Einstein dizia: “Uma mesa, uma cadeira, uma tigela de frutas e um violino; o que mais precisa um homem para ser feliz?”.

Porém, no tempo dele, não havia tantas facilidades que levam o homem à acomodação: os carros não possuíam vidros elétricos, as TVs não possuíam controle remoto, os trabalhos eram mais braçais, o esforço físico era maior.

Talvez hoje ele não dissesse o mesmo. Que tal uma mesa, uma tigela de frutas e um violino? Esqueçamos a cadeira e o sofá!