Tempo de Leitura: 2 minutos

relógio biológico da mulherProgressos no ambiente de trabalho, conquistas profissionais, mais reconhecimento e voz ativa na sociedade: os direitos da mulher finalmente começam a ser alcançados, abrindo espaços antes ocupados apenas pelos homens. Já não existem limites para as mulheres ambiciosas e profissionalmente ativas.

Porém, as regras da natureza permanecem as mesmas…

Pela dinâmica das relações modernas, tornou-se cada vez mais comum as mulheres percorrerem um longo caminho antes de seriamente considerarem a maternidade: arrumar um bom emprego, consolidar a carreira, encontrar o parceiro ideal, viajar… Mas a demora pode ser arriscada e limitar as chances de conseguir engravidar.

O relógio biológico da mulher segue uma ordem inexorável. Ao nascimento, a quantidade de óvulos nos ovários é cerca de 1 a 2 milhões. Esse número cai para cerca de 300-500 mil na época da primeira menstruação e menos de mil na menopausa.

Ciclo até a menopausa


A menopausa costuma acontecer por volta dos 50 anos de idade, mas a queda da fertilidade começa a se agravar a partir dos 37 anos.

Nesse período, alguns efeitos começam a ser sentidos pelas mulheres por conta da redução do estradiol (hormônio produzidos pelos folículos) – secura vaginal, irritabilidade, ondas de calor e outras manifestações físicas se tornam mais agudas até a chegada da menopausa.

Algumas mulheres têm seu ciclo até a menopausa abreviado por influências de diversos tipos, como a exposição à radiação pélvica, quimioterapia, cirurgias nos ovários ou tubas uterinas que possam comprometer a circulação de sangue na região dos ovários, entre outros.

Também vale lembrar que a quantidade de óvulos não é o único fator para a infertilidade da mulher. A qualidade deles também é importante. Biologicamente, o período ideal para engravidar atende à faixa etária dos 20 aos 30 anos por conta da qualidade dos óvulos que serão fecundados.

Além das probabilidades de a fertilidade ser maior, as chances de gestação de bebês com plenas condições físicas e de saúde também são maiores para mulheres com idade abaixo dos 40 anos. Isso porque a incidência de aborto espontâneo e doenças genéticas, como a Síndrome de Down, por exemplo, é muito maior quando a mãe ultrapassa a barreira dos 40 anos. O risco de Sindrome de Down para mulheres de 30 anos é de 1 para 880 nascimentos; com 40 anos, o risco é de 1 para 110 nascimentos.

Portanto, é preciso compreender e aceitar que as chances de gravidez espontânea caem naturalmente com o avanço da idade, o que acontece mesmo com técnicas de reprodução assistida. Informe-se sobre os vários avanços tecnológicos que contribuem para reverter certos quadros clínicos de infertilidade. Um deles, por exemplo, é o congelamento de óvulos para posterior fertilização in vitro, o que mantém a qualidade do óvulo à época em que foi congelado.



guia endometriose