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Decidir ter um filho é uma conclusão séria e muito bem planejada. O casal começa não apenas a tentar engravidar de forma natural, como também se inicia o processo de preparação dos envolvidos, tanto no que diz respeito a questões psicológicas quanto a adaptações do estilo de vida e do ambiente da casa. A frustração de não conseguir sucesso em suas tentativas naturais e até mesmo na primeira tentativa de tratamento pode ser avassaladora. O sentimento é como se estivéssemos falhando em nossa missão como ser humano que tradicionalmente propaga a espécie, e em nosso planejamento familiar pessoal. Podemos chegar até a situações extremas, beirando o desespero.

Aproximadamente 15% da população em idade reprodutiva enfrenta problemas de infertilidade quando tenta engravidar. No entanto, felizmente a medicina avançou a tal ponto, que hoje é possível tentar ter um bebê a partir de diferentes técnicas que podem ajudar essas pessoas a realizarem seus grandes sonhos.

As tecnologias de reprodução assistida são um grupo de tratamentos de infertilidade que envolvem tanto a parte feminina (óvulo) quanto a masculina (espermatozoide). Há diversas formas de reprodução assistida, mas entre elas a mais comum é a Fertilização in vitro (FIV). Na Fertilização in vitro, o processo de fecundação do óvulo pelo espermatozoide ocorre fora do corpo, formando o embrião, que pode ser transferido pelo médico ao útero da mulher, com o objetivo de que a gravidez seja bem sucedida.

A história de FIV é relativamente recente, tendo começado em 1978 com Louise Brown, a pequena inglesa que foi o primeiro bebê nascido através de fertilização in vitro. Neste mesmo ano nasceu outro bebê através da FIV, na Índia. Estes bebês começaram a ser chamados de “bebês de proveta”, já que a fertilização ocorre em laboratório. Em 1981, nasceu o primeiro bebê de proveta norte-americano, e em 1984 o primeiro no Brasil. Nestes 35 anos, mais de 5 milhões de bebês foram gerados e nasceram através da Fertilização in vitro.

Antes do tratamento, é fundamental realizar um diagnóstico preciso e detalhado, até para avaliar se a FIV é a opção mais indicada. Se forem detectadas anomalias nas tubas uterinas ou no útero, como miomas e pólipos, pode haver indicação cirúrgica. No caso do homem, quando há alteração no espermograma, é crucial investigar a causa. Existem medicamentos que estimulam a produção de espermatozoides. Antibióticos também podem entrar nas receitas, caso tenha suspeita de infecção. Algumas vezes, o médico pode recomendar mudanças de hábito na vida cotidiana masculina como uma possibilidade de aumento da fertilidade, como, por exemplo, evitar cuecas e vestimentas apertadas, que podem aumentar a temperatura testicular e prejudicar a espermatogênese, além de parar de fumar, evitar álcool em excesso e não utilizar anabolizantes nem drogas ilícitas. O uso de vitaminas antioxidantes e zinco podem melhorar a qualidade seminal em alguns casos.

Quando o casal não engravida após tratamentos medicamentosos, cirúrgicos, mudanças de hábito ou após tratamentos prévios como a inseminação intrauterina, as tecnologias de reprodução assistida entram em ação, especialmente a Fertilização in vitro. O grupo mais propenso a utilizar a técnica é formado por casais cujo homem tem baixa contagem de espermatozoides ou mulheres com tubas uterinas danificadas ou obstruídas. Mulheres que sofrem de endometriose também podem se beneficiar fortemente da FIV. Outros fatores como doenças genéticas também podem ser indicação de Fertilização in vitro.

Existem muitas pessoas que passam por problemas diversos de infertilidade, mas isso não quer dizer que não possam vir a ter um bebê. Procurando auxílio de médicos especialistas, as origens dos problemas serão reveladas e os melhores tratamentos para cada caso indicados.

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