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Cistos de ovário: riscos e impacto na fertilidade.

Esse artigo foi originalmente desenvolvido pela Da fertilidade à Maternidade, para ver seu conteúdo original clique aqui.

Os cistos de ovário trazem muitas dúvidas a nós mulheres, adolescentes, que tem medo do que um cisto pode causar, mulheres com medo de não conseguir engravidar, com ciclo irregular, com receio dos sintomas e de complicações mais sérias.

Então vou falar um pouco sobre esse assunto, de uma forma mais simples, para tentar esclarecer muitas dessas dúvidas. 

Cistos de ovário: definição

Acho que a 1ª coisa é entender o que é um cisto afinal? Um cisto é uma formação como uma bolha, um ‘carocinho’, que pode-se formar em vários locais do organismo por várias formas e, na maioria das vezes, não trazem maiores problemas.

Mas falando especificamente de cistos de ovário, bom é preciso entender um pouquinho como os ovários funcionam: todo mês (ciclo menstrual), nos ovários, desenvolve-se um cisto que começa pequeninho (entre 5 a 9 mm), vai crescendo até a fase da ovulação, quando atinge em torno de 18 a 23mm. No dia da ovulação esse cisto rompe e dele nasce um óvulo. Estes cistos são normais, toda a mulher em fase fértil vai ter nessa 1a fase do ciclo menstrual, que é entre o início da menstruação até à ovulação. Esses cistos são chamados de funcionais ou de folículos, que são como ostras, que dentro cresce uma pérola, no caso o óvulo da mulher.

Pode acontecer da mulher gerar mais de um cisto funcional (folículo) em cada ovário, até 2 ou 3, sendo que um se rompe gerando o óvulo e os demais ‘sobram’ e vão murchando até o dia que à menstruação desce ou, caso a gravidez aconteça, vão sendo absorvidos pelo organismo.

Ovários policísticos x cistos de ovários

Quando são gerados muitos cistos de ovário, os chamados multi ou policísticos, os ovários podem ficar comprometidos, como se não tivesse ‘espaço’ para eles conseguirem trabalhar para que a ovulação aconteça normalmente. É bem comum isso acontecer na adolescência, devido ao grande desenvolvimento hormonal, que tende a se normalizar aos poucos. Também acontece em quem tem ovários policísticos ou microcísticos.

Outros tipos de cistos também podem aparecer, por algum problema hormonal, infecções pélvicas, endometriose, ou por má formação em algum momento do seu desenvolvimento, causando cistos persistentes, que podem ou não trazer sintomas ou problemas. Se um cisto cresce mais que 40 mm pode trazer risco ao ovário, por isso, neste caso, pode ser preciso tratar com medicação hormonal, geralmente é indicado anticoncepcional, ou mesmo, em casos mais sérios, em que o cisto continua aumentando ou já atingiu os 50 mm, a retirada cirúrgica.

Em relação à fertilidade, os cistos não funcionais podem atrapalhar, pois podem dificultar ou impedir que a mulher ovule. Mas a boa notícia é que, quando esse é o problema, com o tratamento adequado as chances de gravidez se normalizam ou aumentam muito.

Para diagnosticar, avaliar e tratar problemas com cistos é fundamental a avaliação médica, que acompanha exames hormonais e ultrassom para o diagnóstico correto.