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Está com dificuldade de engravidar? Já passou por algumas tentativas de fertilização e não engravidou? Os tratamentos dependem muito da qualidade dos embriões, mas também da saúde do seu útero. Se você está com alguma dificuldade, vale a pena consultar seu médico, para avaliar se não pode ser o que chamamos de Síndrome de Asherman. Mas não se assuste, com o tratamento correto tudo correrá bem. Por isso, confira a seguir tudo sobre a síndrome de Asherman e como agir diante dela.

A síndrome de Asherman

É a degradação do endométrio (camada interna do útero que descama mensalmente, quando não ocorre a implantação do embrião), tornando as paredes uterinas com aderências fibrosas (sinéquias intrauterinas) e com cicatrizes que podem levar à infertilidade feminina. Normalmente, as aderências não são vasculares, o que tem grande importância para o tratamento. A maior dificuldade de engravidar das mulheres que sofrem dessa alteração é manter o bebê nas paredes uterinas feridas, com isso a taxa de abortamento é muito maior.

Graus da síndrome de Asherman

A Sociedade de Histeroscopia (1989) classifica a síndrome em 4 graus, sendo a primeira mais leve e a última mais avançada, podendo haver infertilidade sem transformação desse estágio.

Grau 1

Quando as conexões são mais finas e com menos fibras, tem uma fácil ruptura com a histeroscopia e não se espalham pelo útero afora.

Grau 2

Quando as conexões são mais encorpadas e com um pouco mais de fibras e se espalham ligando partes específicas do útero, necessitando de cirurgia.

Grau 3

Com diversas conexões encorpadas espalhadas ao longo de útero, incluindo os óstios das tubas uterinas ou grande extensão de cicatrizes espalhadas pelo útero.

Grau 4

Diversas conexões encorpadas, junção das paredes uterinas, com bloqueio total dos óstios tubários. É o estágio conhecido como verdadeira Síndrome de Asherman.

Causas

São diversas causas que podem causar a síndrome de Asherman, entre elas:

  • tratamento contra o câncer usando a radioterapia pélvica;
  • curetagens uterinas;
  • abortos espontâneos que deixaram parte da placenta no interior do útero;
  • dilatação uterina causada por abortos espontâneos;
  • dilatação uterina por causa dos partos;
  • após o parto a retirada de forma errada da placenta, deixando partes dela dentro do útero;
  • cirurgias para retirada de miomas uterinos;
  • doença inflamatória pélvica.

Sintomas

Os sintomas são diferenciados pelos níveis da síndrome de Asherman, que falaremos a seguir. Em muitos casos as mulheres têm:

  • escassez ou ausência de menstruação;
  • dores no período menstrual sem a presença de sangue;
  • abortamentos;
  • infertilidade.

Tratamentos

Os tratamentos para a síndrome de Asherman são, normalmente, intervenções cirúrgicas que retiram essas aderências e cicatrizes intrauterinas, por histeroscopia cirúrgica. Após a cirurgia, o tratamento adjuvante com estrogênio e repetição da histeroscopia diagnóstica em cerca de 4 a 8 semanas, diminui a chance de formação de novas aderências, melhorando o resultado.

Em casos mais avançados, muitas vezes essas conexões e cicatrizes podem voltar mesmo com o tratamento hormonal. Nesses casos, podemos utilizar um balão intrauterino temporário para que as paredes intrauterinas não se juntem novamente. Normalmente, isso acontece quando a síndrome de Asherman está no grau 4. Vale ressaltar que atualmente não utilizamos dispositivos intrauterinos (DIU) para evitar aderências após a cirurgia, já que não há evidência científica para isso.

Qualquer problema de saúde deve ser visto de forma responsável. Independente do que seja, procure sempre um médico para auxiliar os seus tratamentos. No caso da síndrome de Asherman que tem um tratamento mais delicado, a solução para que não haja mais problemas para engravidar é procurar sua clínica de reprodução humana e seguir as indicações profissionais. Se você já sofreu desse mal ou está com dificuldades para engravidar, deixe seu comentário no post contando sobre as suas dúvidas e experiência.