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Calma. Definitivamente quem fez um diagnóstico de infertilidade não quer ouvir esta palavra.

Calma? Estou tentando faz tempo. Calma? Já tentei várias vezes. Calma? Não esperava essa dificuldade para ter um filho. Calma? Sempre sonhei em formar uma família. Calma? Reformei a casa, esperei me estabilizar no emprego, planejei o melhor momento para ter um filho.

O que fazer quando recebemos um diagnóstico de infertilidade? O que fazer quando não deu certo ter relação nos dias férteis? O que fazer quando não deu certo a inseminação? O que fazer quando não deu certo a FIV? O que fazer quando não deu certo a FIV com óvulos doados? O que fazer quando não deu certo utilizar sêmen doado?

A mudança nos planos causa uma certa ansiedade. Modificar ou iniciar um tratamento de reprodução assistida pode ser de difícil aceitação. Sentir-se insegura, preocupada, ansiosa :  esses sentimentos são normais. Sair da zona do conforto impacta no equilíbrio emocional. Saiba que você pode e deve procurar ajuda nesse momento.

O caminho para atingir o equilíbrio novamente não é fácil. Mas pode ser menos difícil com algumas mudanças. Você pode estar vindo de um momento de dor, de perda, de frustração, de esgotamento físico e mental. E é claro que é difícil sentir esperança com mais uma mudança. Seja de cidade, mudança para outra clínica, tratamento realizado por outro profissional ou até outro tipo de tratamento. Iniciar ou partir para um novo tratamento, como precisar de FIV, precisar de óvulos doados ou sêmen doado, quebrando barreiras, utilizando uma maneira diferente de formar uma família, pode exigir um ajuste emocional de sua parte.

Seguir outro caminho é preciso. Não é fácil. Mas é preciso. E acredite: isso passará!

Algumas atitudes que podem ajudar nessa nova jornada: seja para iniciar ou modificar o tratamento de infertilidade:

Tire um período para se lamentar

Todo processo de luto ou sofrimento tem fases. “Isso não é verdade”. “Por que comigo?“.  “Não vou conseguir lidar com isso”.

Talvez você tenha passado por um momento de perda. Ou seu médico acabou de dizer que você pode precisar de outro tratamento. É preciso respirar fundo, se reerguer para iniciar uma nova etapa. Com o emocional abalado, a chance de tomar decisões erradas e se arrepender depois é grande.

Divida o problema

Você não está sozinha. Converse com seu parceiro ou alguém de confiança. Talvez essa não seja a melhor hora para procurar ajuda nos grupos de ´´tentantes´´. Digo isso porque cada caso é um caso, não fique se comparando. Confie na sua intuição. Confie no seu parceiro. Confie no seu médico. Eles querem o melhor para você. Reconsidere tudo: físico, emocional, financeiro. Avalie os prós e contras dessa mudança de tratamento.

Estabeleça um dia para a decisão

Em Reprodução é assim. O tempo é importante. É difícil tomar uma decisão, mas necessário. Somos testados o tempo todo. Cabe a você decidir o melhor momento para retomar. Programe-se para esse novo momento. Você terá ajuda para percorrer esse novo caminho. Mas precisará de suas próprias pernas.  

Conte com a ajuda de seu médico, da equipe profissional que está conduzindo seu caso. Sempre estaremos dispostos a ajudar.

Não tenha pressa de tomar uma decisão importante. Respeite seu tempo. E quando você estiver pronta, se sentirá mais segura e confiante. E já não se sentirá sozinha.

Tenha em mente a frase: “Isso também passará.” Acredite, também passará. Como todas as etapas difíceis da vida. Passará.