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Toda mulher já nasce com um estoque de óvulos, que só tende a diminuir com o passar dos anos. Essa reserva ovariana será determinante para o potencial fértil da mulher e pode ser aferida por meio de exames.

A quantidade de óvulos está diretamente relacionada à capacidade da mulher engravidar. De um modo geral, quanto maior o número de óvulos, maiores suas chances de ficar grávida. Obviamente, a capacidade de fertilização desses óvulos pelos espermatozoides do parceiro também é fundamental nesse processo.

Por isso, é importante medir a reserva ovariana, especialmente quando a mulher já ultrapassou os 35 anos de idade ou quando há fatores de risco para uma baixa reserva.

Diversos fatores podem dificultar a gravidez. Por isso, alguns tratamentos para a infertilidade podem ser eficientes.

Entenda melhor o funcionamento da reserva ovariana e também testes, pesquisas e tratamentos possíveis.

1. Idade da mulher

Esse é o fator mais importante para definição da fertilidade da mulher. Embora cada organismo funcione de uma forma, sabemos que tanto a quantidade quanto a qualidade de óvulos só diminuem conforme o avanço da idade. Estima-se que as probabilidades de engravidar diminuem consideravelmente quando as mulheres ultrapassam os 30 anos e tornam-se críticas quando se aproximam dos 40.

2. Outros complicadores para a reserva de óvulos

A quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis no organismo feminino também podem reduzir por outros motivos – alguns deles raros e outros mais comuns.

São eles a menopausa precoce, quando ocorre a interrupção fisiológica dos ciclos menstruais por ausência de folículos (que contém os óvulos), e doenças que podem cursar com redução do número de óvulos, como endometriose ovariana (endometriomas), cirurgias ovarianas, quimioterapia, radioterapia e doenças autoimunes.

3. Exames para medir a reserva ovariana

Apesar de não serem exames de rotina ginecológica, os testes para avaliar a reserva ovariana são simples e podem ter um importante impacto sobre o futuro reprodutivo da mulher, quando bem indicados e analisados.

Para isso, a dosagem de FSH e Estradiol no início do ciclo menstrual (segundo ou terceiro dia), somada à contagem de folículos antrais com um ultrassom transvaginal (também realizada no começo do ciclo), são exames acessíveis e rápidos, podendo ser solicitado pelo próprio ginecologista da paciente. Em alguns casos, o Hormônio Anti-Mülleriano pode ajudar na mensuração da reserva.

4. Tratamentos para a infertilidade

Existem alguns métodos que podem acelerar o processo para a gravidez, mesmo para mulheres com baixa reserva ovariana. A Fertilização in vitro é o tratamento mais indicado para pacientes com baixa quantidade e qualidade de óvulos, uma vez que permite a estimulação intensa dos ovários, coletando a maior quantidade possível de óvulos em um ciclo, o que pode aumentar a chance de se formar um embrião de boa qualidade capaz de gerar uma gestação saudável.

5. Congelamento de óvulos

Mulheres que possuem histórico familiar de menopausa precoce (ou insuficiência ovariana prematura) ou que possuam uma baixa reserva ovariana e queiram engravidar no futuro podem recorrer ao congelamento de óvulos. Atualmente, a técnica mais eficaz é a vitrifiação ou congelamento ultra-rápido, que permite altas taxas de sobrevivência dos óvulos, após o procedimento.

6. Busca por conhecimento

Caso a gravidez já seja uma vontade latente no seu núcleo familiar, não deixe de consultar um obstetra ou ginecologista para conversar sobre as suas chances de gravidez. Caso já seja detectada uma baixa reserva ovariana ou se sua idade já tiver próxima de 35 anos, pesquise na internet ou busque especialistas confiáveis para identificar diferentes formas de tratamento.

Informações simples como essas ajudam a manter a tranquilidade e a confiança na possibilidade de gravidez. É importante considerar que esse tipo de tratamento gera expectativas, que podem ser frustradas em caso de insucesso. Por isso, procure manter a tranquilidade e o diálogo para não comprometer a relação amorosa com o seu par.